Os candidatos ao Governo de Pernambuco e seus vices já apresentaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a declaração de bens exigida para o registro oficial de candidatura.
O período de convenções partidárias esconde uma disputa estratégica pelo guia eleitoral entre as campanhas da governadora e pré-candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) e do pré-candidato da oposição João Campos (PSB), em Pernambuco. O tempo de propaganda é considerado um ativo importante na corrida às urnas, e o apoio de partidos políticos é o principal alvo das negociações.
O Tribunal Superior Eleitoral reforçou o alerta sobre práticas vedadas na campanha, com base na Resolução 23.735/2024, atualizada pela Resolução 23.757/2026. A norma trata de seis grupos de irregularidades: abuso de poder, fraude, corrupção eleitoral, gastos ilícitos de campanha, compra de votos e condutas vedadas a agentes públicos.
A pré-candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao Governo de Pernambuco segue em consolidação, com expectativa de anúncio até abril, prazo de desincompatibilização. Nos bastidores, aliados do socialista ampliam as articulações para assegurar o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) realizará, nesta quinta-feira (27), a eleição da nova diretoria para o biênio 2025/2027. A escolha ocorrerá por aclamação, com uma única chapa inscrita. O evento acontecerá em formato híbrido, com transmissão ao vivo da sede da Amupe, em Recife, a partir das 9h. A posse oficial dos eleitos será em 1º de março.
O mandato será compartilhado entre Marcelo Gouveia, que seguirá na presidência até março de 2026, e Pedro Freitas, prefeito de Aliança, que assumirá o cargo até 2027. A chapa também conta com a participação de prefeitos de diversas cidades pernambucanas, incluindo Elcione Ramos (Igarassu), Mirella Almeida (Olinda), Ruben Lima (Panelas), Elioenai Dias (Cabrobó), Márcia Conrado (Serra Talhada) e Juliana Barbosa (Casinhas).
A Amupe representa os 184 municípios pernambucanos e atua em defesa do fortalecimento das gestões municipais. A assembleia reforça o compromisso da entidade com o municipalismo e a continuidade das ações voltadas para o desenvolvimento das cidades do estado.
Neste domingo (22), 63 das 122 zonas eleitorais de Pernambuco finalizaram a geração de mídias para as Eleições 2024. Esse processo, realizado nos cartórios eleitorais, consiste na inserção de informações de candidatos e eleitores em pen drives, que posteriormente serão utilizados na preparação das urnas eletrônicas. A previsão é que todas as zonas concluam essa etapa até a próxima terça-feira (24). A geração de mídias inclui cinco tipos: votação, resultado, carga da urna, contingência e ativação dos programas da urna.
O trabalho deste domingo foi focado nas zonas eleitorais da Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste e São Francisco. Na segunda-feira (23), o processo de geração será expandido para incluir municípios do Sertão Central, Sertão do Araripe e mais cidades do Agreste. A extração de dados ocorre diretamente do sistema Cand, que registra as candidaturas e a lista de eleitores aptos a votar. Cada pen drive é alimentado individualmente para garantir a segurança e precisão das informações.
Além disso, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) dará início à preparação das urnas nesta segunda-feira (23). O presidente do TRE-PE, desembargador Cândido Saraiva, estará presente no evento de abertura na sede administrativa do órgão no Recife, onde haverá uma entrevista coletiva. A preparação também ocorrerá em cidades como Cabo de Santo Agostinho, Ilha de Itamaracá e Palmares. Nos dias 25 e 27, o diretor-geral do TRE-PE, Orson Lemos, acompanhará o processo nos polos de Caruaru e Petrolina.
Do Blog Cenário
O pré-candidato a vereador de Jaboatão dos Guararapes, Carlos Santos (PSOL), afirmou que pretende ampliar a discussão sobre o uso medicinal da maconha como política pública de saúde. Segundo ele, “a cidade terá o primeiro vereador a defender o uso medicinal da maconha”. Ainda de acordo com ele, a maconha é uma oportunidade para pessoas que fizeram tratamento com outras medicações e não tiveram avanço.
Carlos defende a importância de desmentir as inverdades sobre a maconha. “Diversos estudos comprovam que a maconha não é porta de entrada para outras drogas. Na verdade, é muito mais uma porta de saída, uma oportunidade para pessoas que já tentaram diversos tratamentos e não tiveram sucesso, e que têm encontrado no óleo de maconha uma forma de alívio ou cura. Isso proporciona um tratamento e uma qualidade de vida que os fármacos comuns não oferecem”, explicou.