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PF: Bolsonaro não prevaricou no caso Covaxin

A Polícia Federal enviou, nesta segunda-feira (31) ao Supremo Tribunal Federal (STF), um relatório em que conclui que o presidente Jair Bolsonaro (PL) não praticou o crime de prevaricação no caso da negociação para compra da vacina indiana Covaxin. O imunizante contra a covid-10 chegou a ser negociado por R$ 80,70 por dose – quatro vezes mais caro que a vacina AstraZeneca, da Fiocruz, a de menor custo.

Este tipo de crime contra a administração pública ocorre quando um funcionário público, tomando conhecimento de supostas irregularidades, deixa de comunicar a suspeita às autoridades – à PF e ao Ministério Público, por exemplo. E o delegado federal William Tito Schuman Marinho entendeu que a comunicação de crimes a órgãos de controle não é uma atribuição do presidente da República.

“Ainda que não tenha agido, ao presidente da República Jair Messias Bolsonaro não pode ser imputado o crime de prevaricação. Juridicamente, não é dever funcional (leia-se: legal), decorrente de regra de competência do cargo, a prática de ato de ofício de comunicação de irregularidades pelo Presidente da República”, escreveu o delegado Marinho.

As investigações têm como base os depoimentos dados à CPI da Covid, do Senado, pelo funcionário do Ministério da Saúde Luís Ricardo Miranda e pelo irmão dele, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF).

Aos senadores da CPI, os irmãos disseram que se encontraram com Bolsonaro no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, e relataram as suspeitas envolvendo as negociações para aquisição da Covaxin.

Primeiro, Bolsonaro confirmou o encontro com os irmãos, mas disse não ter sido avisado sobre as suspeitas. Depois, o governo passou a dizer que Bolsonaro foi avisado e que repassou a denúncia ao então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Faltou dever cívico

O delegado da PF reconheceu que há elementos que apontam que Bolsonaro soube das supostas irregularidades, e citou como exemplo os depoimentos do ex-ministro Eduardo Pazuello e do deputado Luís Miranda.

Porém, William Tito Schuman Marinho concluiu que um presidente só pode ser enquadrado no crime de prevaricação quando envolver uma conduta inerente ao cargo e que esteja prevista na Constituição. Não era esse o caso, segundo ele.

“Não está presente o ato de ofício, elemento constitutivo objetivo impresindível para caracterizar o tipo penal incriminador”, completou o delegado.

O entendimento da PF diverge da conclusão da CPI da Covid do Senado que entendeu que o presidente retardou ou deixou de praticar, indevidamente, ato de ofício – não comunicação dos órgãos de suposto crime.

Para Marinho, a conduta de Bolsonaro seria mais de ausência de dever cívico do que um desvio funcional.

“É legítimo, por certo, do ponto de vista da opinião pública, esperar que a principal autoridade pública da República, numa situação como a que foi trazida ao conhecimento deste Supremo Tribunal Federal pelos senadores da República, manifeste, de algum modo, um agir. Mas, mesmo assim, na hipótese de omissão, tal conduta se aproximaria mais de uma ausência do cumprimento de um dever cívico, mas não de um desvio de um dever funcional”, concluiu o delegado, em relatório enviado ao STF.

(Com informações do G1)

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Aumento dos salários do prefeito, vice e secretários em Arcoverde, está suspenso

Nesta segunda-feira (31) a justiça suspendeu os aumentos dos salários do prefeito de Arcoverde, do vice e de secretários.  Feito sem alarde, no apagar das luzes de 2021, o projeto de reajuste foi aprovado na surdina, longe do conhecimento da população. Osa salários do prefeito, Wellington da LW (MDB), saltou de R$ 18 mil para R$ 27 mil, além dos secretários, que a partir de fevereiro passariam a receber R$ 9 mil.

Apesar de também ter aumentado o valor pago ao vice prefeito, Israel Rubis – que além de vice-prefeito da cidade é delegado da PCPE, ele nunca recebeu salários pelo cargo político, pois preferiu continuar recebendo pela função pela qual é concursado.

Segundo o blog Cenário, o autor da ação popular é o advogado André Tadeu da Mota Florêncio, que em anos anteriores já havia conseguido derrubar o aumento das remunerações em Serra Talhada, Santa Cruz do Capibaribe, Brejo da Madre de Deus e Taquaritinga do Norte.

A liminar do Excelentíssimo Juiz Cláudio MP Lima, prevê que o pagamento dos novos valores de subsídios devem ser suspensos imediatamente e, caso já tenham recebido os novos valores, os agentes políticos precisam devolver a diferença aos cofres públicos, sob multa diária de R$ 1 mil.

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Dilma está cansada de se esconder

Segundo o jornal O Globo, a ex-presidente Dilma Rousseff, em conversa com Lula e a cúpula do PT no último dia 13, avisou que vai defender o próprio governo publicamente sempre que achar necessário. Dilma é costumeiramente deixada de lado pelo ex-presidiário e pelo partido em meio à pré-campanha eleitoral, como quem tenta esconder que ela “desgovernou” o País durante seis anos. Em seu artigo recente na Folha, Guido Mantega se “esqueceu” de mencionar o desastre econômico do governo Dilma.

Para o bem de todos, nessa conversa, que durou mais de quatro horas e foi testemunhada por Gleisi Hoffmann e Aloizio Mercadante, Dilma afirmou que não pensa em se candidatar a nada em 2022. Ela também disse que não vê razão para a pressa em anunciar que Geraldo Alckmin será seu candidato a vice

Na semana passada, Lula foi questionado sobre a possibilidade de incluir Dilma em seu eventual governo. O petista disse que ela não tem “paciência para política”.

“O tempo passou, tem muita gente nova no pedaço e eu pretendo montar o governo com muita gente nova, muita gente importante e com muita experiência também.”

Entre as possíveis “novidades” lulistas estão: José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoino, Franklin Martins e outros condenados. Durma com um barulho destes!

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Moderna inicia testes de vacina contra HIV em humanos

A farmacêutica estadunidense Moderna anunciou, nesta quinta-feira (27), que deu início aos testes em humanos de sua nova vacina em combate ao vírus HIV.

A primeira etapa do ensaio clínico será realizada com a participação de 56 voluntários saudáveis que não são portadores do vírus, causador da Aids.

O imunizante utiliza a tecnologia de RNA mensageiro, assim como a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo laboratório.

O objetivo do teste é estimular a produção de anticorpos, especificamente do tipo bnAb, que atua contra diversas variantes do HIV. A vacina pretende ensinar as células B do sistema imunológico humano a produzir sozinha esses anticorpos.

A imunização será dividida em duas doses, a primeira com injeção inicial de um antígeno, que é uma substância capaz de induzir uma resposta imune, e uma segunda dose de reforço.

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FUTURA/MODAL: LULA 36,9%, BOLSONARO 31,4%

A nova pesquisa Futura Inteligência realizada para o Banco Modal S/A mostra os primeiros números do instituto sobre a corrida eleitoral em 2022. O ex-presidente Lula (PT) aparece liderando as intenções de voto, mas seguido de perto pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Os demais pré-candidatos surgem bem atrás.

O ex-juiz Sergio Moro (Podemos) é o melhor situado entre a chamada terceira via, mas está empatado tecnicamente com o ex-ministro Ciro Gomes (PDT). Confira os cenários da pesquisa estimulada:

Cenário 1

Lula (PT): 36,9%
Jair Bolsonaro (PL): 31,4%
Sergio Moro (Podemos): 8,5%
Ciro Gomes (PDT): 5,6%
João Doria (PSDB): 2,4%
André Janones (Avante): 1,8%
Guilherme Boulos (Psol): 0,8%
Rodrigo Pacheco (PSD): 0,6%
Simone Tebet (MDB): 0,5%
Aldo Rebelo (sem partido): 0,2%
Leonardo Péricles (UP): 0,2%
Alessandro Vieira (Cidadania): 0,1%
Felipe D’Ávila (Novo): 0,1%

Indecisos: 5,6%
Branco/nulo: 5,1%

Cenário 2

Lula (PT): 39,5%
Jair Bolsonaro (PL): 33,2%
Sergio Moro (Podemos): 8,4%
Ciro Gomes (PDT): 7,5%
João Doria (PSDB): 3,2%

Indecisos: 3%
Branco/nulo: 5,2%

Cenário 3

Lula (PT): 42,2%
Jair Bolsonaro (PL): 32,9%
Sergio Moro (Podemos): 10,7%
Ciro Gomes (PDT): 7,5%

Indecisos: 2,6%
Branco/nulo: 4,1%

Cenário 4

Lula (PT): 42,2%
Jair Bolsonaro (PL): 34,5%
Ciro Gomes (PDT): 8,7%
João Doria (PSDB): 5,4%

Indecisos: 3,2%
Branco/nulo: 6%

SEGUNDO TURNO: LULA BATE TODOS E BOLSONARO ALCANÇA MORO E CIRO

Nas simulações de segundo turno, Lula continua desbancando todos os adversários. Jair Bolsonaro, por sua vez, está empatado tecnicamente com Moro e Ciro, mas supera os dois adversários numericamente. Além disso, o presidente vence Doria.

Confira os números:

Cenário 1: Lula x Bolsonaro

Lula 50,4%
Bolsonaro 37,8%

Cenário 2: Bolsonaro x Moro

Bolsonaro 36,9%
Moro 33,7%

Cenário 3: Bolsonaro x Ciro

Bolsonaro 40,6%
Ciro 39,1%

Cenário 4: Lula x Ciro

Lula 48,4%
Ciro 21,4%

Cenário 5: Lula x Moro

Lula 48,6%
Moro 28,8%

Cenário 6: Bolsonaro x Doria

Bolsonaro 41,6%
Doria 29,6%

Cenário 7: Lula x Doria

Lula 50,5%
Doria 14,8%

Espontânea

Lula 33,7%
Bolsonaro 31,4%
Moro 3%
Ciro 2,3%
Doria 0,3%
Tebet 0%
Pacheco 0%
Felipe D’Ávila 0%
Leonardo Péricles 0%
Outro 1,2%

Indecisos 21,7%
Brancos e nulos 6,4%

Rejeição

Bolsonaro 47,3%
Lula 37,1%
Doria 23,2%
Moro 18,3%
Ciro 16,5%
Boulos 15,7%
Tebet 12,2%
Aldo Rebelo 12,1%
Pacheco 12%
Felipe D’Ávila 11,7%
Leonardo Péricles 11,6%
André Janones 11,5%
Alessandro Vieira 11%

Rejeita todos 4,3%
Indecisos 3%
Não rejeita ninguém 2,9%

Foram realizadas 2 mil entrevistas por telefone, entre os dias 17 e 21 de janeiro, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos e confiabilidade de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-08869/2022.

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Justiça do Brasil está em penúltimo lugar no quesito imparcialidade

Um levantamento realizado pelo World Justice Project para avaliação do Estado de Direito em 139 países e jurisdições, primeiro desde o começo da pandemia da covid-19, mostra que o Brasil vai muito mal: estamos na penúltima posição no que se refere a um sistema criminal imparcial, ou seja, estamos na posição 138º, a frente apenas de ninguém mais, ninguém que a Venezuela, última colocada.

Justiça Criminal

No ranking global sobre a Justiça Criminal, o Brasil está na posição 112º, atrás do Paquistão (108º); Serra Leoa (100º) e Nigéria (83º). A pesquisa avaliou sete medidores, posicionando os países em cada um deles. Veja o desempenho do Brasil:

  • O sistema de investigação criminal é eficaz? Brasil está na posição 117º
  • O sistema de adjudicação criminal é oportuno e eficaz? Brasil está na posição 133º
  • O sistema correcional é eficaz na redução do comportamento criminoso? Brasil está na posição 131º
  • O sistema criminal é imparcial? Brasil está na posição 138º
  • O sistema criminal está livre de corrupção? Brasil está na posição 66º
  • O sistema criminal está livre de influência governamental imprópria? Brasil está na posição 50º
  • O país segue o devido processo da lei e direitos do acusado? Brasil está na posição 119º

 Outros fatores

  • Além da Justiça Criminal, o levantamento também avaliou outros fatores, tais como Restrições aos Poderes Governamentais; Ausência de Corrupção; Governo Aberto; Direitos Fundamentais; Ordem e Segurança; Cumprimento Regulatório e Justiça Civil.
  • A pontuação geral do Estado de Direito no Brasil sofreu uma redução de 2,9% no índice. Posicionado no 77º lugar de 139 países e jurisdições em todo o mundo, o Brasil caiu três posições na classificação global. A pontuação do Brasil o coloca na 16ª de 32 países na região da América Latina e Caribe e em 20º lugar de 40 entre os países de renda média alta.

Sobre o World Justice Project: o World Justice Project WJP é uma organização independente e multidisciplinar que trabalha para a criação de conhecimento, conscientização e estímulo de ações para o avanço do estado de direito em todo o mundo. O estado de direito eficaz reduz a corrupção, combate à pobreza e as doenças e protege as pessoas de pequenas e grandes injustiças. Ela sustenta o desenvolvimento, um governo responsável e o respeito pelos direitos fundamentais, e é a base para comunidades de justiça, oportunidade e paz.

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Xandão determina que Roberto Jefferson cumpra prisão domiciliar

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou ontem pela conversão da prisão preventiva do ex-deputado Roberto Jefferson em prisão domiciliar. O presidente do PTB terá de usar tornozeleira eletrônica e está proibido de ter contato com outros investigados.

Na alegação, a defesa do ex-parlamentar mostrou que ele tem razões graves de saúde que oferecem risco de morte. No dia 18, o ministro autorizou a saída temporária do preso para fazer exames médicos.

A Suprema Corte já havia negado, por três vezes, a prisão domiciliar ao presidente do PTB.

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Morre Olavo de Carvalho

O escritor Olavo de Carvalho faleceu, aos 74 anos, na noite de 24 de janeiro. A notícia da morte foi comunicada pela família nas redes sociais do autor. Segundo a postagem no Twitter, Olavo estava hospitalizado na região de Richmond, no estado da Virgínia (EUA). A causa da morte ainda não foi divulgada.

Em julho deste ano, o escritor havia sido internado no Instituto do Coração, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (InCor), em São Paulo. Nessa ocasião, foi submetido a um cateterismo. Depois de receber alta, teve novas complicações e passou mais de quatro meses internado na clínica Saint Marie, na Zona Sul da capital paulista.

Olavo de Carvalho, que nasceu em Campinas, interior de SP, em 1947, era cardiopata e portador da Doença de Lyme, infecção transmitida por carrapatos. Professor de filosofia e apoiador do conservadorismo, o escritor deixa a esposa, Roxane, oito filhos e 18 netos.

“A família agradece a todos os amigos as mensagens de solidariedade e pede orações pela alma do professor”, diz a publicação feita pela família de Carvalho nas redes sociais, na madrugada desta terça-feira, 25.

Bolsonaro lamentou

Em uma postagem nas redes sociais, Bolsonaro disse que o país perde “um dos maiores pensadores da história do nosso país, o filósofo e professor Olavo Luiz Pimentel de Carvalho.” O presidente ainda ressalta que “Olavo foi um gigante na luta pela liberdade e um farol para milhões de brasileiros.”

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Eric Clapton cita “hipnose em massa” em nova declaração contra vacinas de covid-19

O lendário guitarrista Eric Clapton alegou em uma nova entrevista que a busca das pessoas para receberem vacinas contra a covid-19 pode ter sido impulsionada pelo que ele chama de “hipnose de formação em massa”. Nos comentários feitos no canal do YouTube The Real Music Observer (via Loudersound.com), ele diz acreditar que as pessoas estão passando por uma lavagem cerebral feita pela mídia para serem vacinadas.

“Eu não recebi o memorando”, diz Clapton. “Seja qual for a mensagem, não tinha chegado a mim. Então eu comecei a perceber que havia realmente um memorando, e um cara, Mattias Desmet… Ele fala sobre a teoria da hipnose da formação em massa”, comentou, acrescentando que passou a fazer pesquisas sobre o tema.

“Então me lembrei de ver pequenas coisas no YouTube que eram como publicidade subliminar. Já estava acontecendo há muito tempo: aquela coisa sobre ‘você não terá nada e será feliz’. E pensei: ‘O que isso significa?’. E pouco a pouco, fui montando um quebra-cabeça. E isso me fez ainda mais resoluto”, disse o músico que tem gerado polêmica com sua posição sobre a pandemia ao lançar um hino contra o confinamento, fazer críticas à vacinação e se negar a tocar em locais que exijam prova de vacina do público.

Segundo a nota do Loudersound.com, a teoria da “hipnose da formação em massa” destacada por Clapton chamou a atenção depois de aparecer em um episódio do podcast Joe Rogan Experience, no final do ano passado. Rapidamente ela foi rejeitada por acadêmicos, que afirmaram que não há evidências sobre uma hipnose da população global em meio à pandemia de covid-19.

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OMS considera ‘plausível’ que pandemia na Europa termine com a variante ômicron

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou nesse domingo (23) que é “plausível” que a pandemia de covid-19 na Europa termine com a variante ômicron, com a qual 60% dos europeus poderão ser infetados antes de março. “É plausível que a região esteja se aproximando do fim da pandemia”, declarou Hans Kluge, diretor regional da entidade para a Europa, à agência AFP. Apesar disso, ele pediu cautela, dada a versatilidade do novo coronavírus.

“Assim que a onda da ômicron se acalmar, haverá imunidade por algumas semanas e meses, seja graças à vacina ou porque as pessoas terão sido imunizadas pela infecção, e também uma queda devido à sazonalidade”, considerou.

No entanto, a Europa não está numa “era endêmica”, sublinhou o responsável. “Endêmico significa […] que podemos prever o que vai acontecer; esse vírus surpreendeu mais de uma vez, então temos que ter cuidado”, insistiu Kluge.