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STJ ratifica condenação de Dirceu a mais de 27 anos de cadeia

O desembargador convocado, Leopoldo de Arruda Raposo, havia decidido monocraticamente pela condenação do ex-ministro José Dirceu e de outros réus no âmbito da Operação Lava Jato, em processo que apurou condutas ilícitas de empresas privadas – entre elas, a Engevix Engenharia –, agentes políticos, funcionários públicos e integrantes da Petrobras. A decisão foi confirmada pela 5ª turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Ele é acusado de ter recebido mais de R$15 milhões a título de propina e lavado mais de R$10 milhões.

O ex-ministro havia sido condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) à pena de 27 anos e quatro meses de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro e, embora tenha mantido as condenações, o desembargador Leopoldo Raposo reduziu a pena total do ex-ministro para 27 anos e um mês de reclusão [que deve também em regime inicial fechado] por considerar que foi indevida a valoração negativa das circunstâncias do crime de lavagem de dinheiro.

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O poste mijando no cachorro: Dallagnol condenado a indenizar Lula

Informações do Diário do Poder

Sobrou para quem investigou e denunciou à Justiça os ladrões de dinheiro público revelados pela Operação Lava Jato: a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) afirmou que houve dano moral ao ex-presidente Lula, cometido pelo ex-procurador Deltan Dallagnol, ao se utilizar de meios didáticos para explicar a convicção do Ministério Público Federal (MPF) de que o agora ex-corrupto chefiava uma quadrilha.

Tanto a defesa do ex-presidente quanto os magistrados parecem considerar algo “pecaminoso” o programa de computador Power Point, que acompanha o Microsoft Office, largamente utilizado em aulas, palestras e exposições em gera, por facilitar a compreensão de quem a assiste.

Para o STJ houve o dano moral em razão do fato de Dallagnol haver sustentado a convicção da força-tarefa da Lava Jato de que Lula era mesmo o chefe da quadrilha, e por se utilizar de expressões muito comuns em acusações do. ministério público, inclusive formação de quadrilha.

A cada dia que passa se consolida a impressão geral, falsa, de que não houve os crimes de corrupção apurados pela Lava Jato em 79 operações da Polícia Federal que resultaram na recuperação de mais de R$4,3 bilhões roubados pelas pessoas físicas denunciadas e um total de R$14,7 bilhões devolvidos por empresas que participaram da roubalheira.

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Alexandre de Moraes suspende bloqueio do Telegram

Dois dias depois de ter determinado o bloqueio do aplicativo Telegram, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou atrás e suspendeu a medida neste domingo, 20, como informa a Revista Oeste.

De acordo com Moraes, a revogação ocorre porque a plataforma cumpriu as determinações judiciais que estavam pendentes.

“Diante do exposto, considerado o atendimento integral das decisões proferidas em 17/3/2022 e 19/3/2022, revogo a decisão de completa e integral suspensão do funcionamento do Telegram no Brasil, proferida em 17/3/2022, devendo ser intimado, inclusive por meios digitais — , o Presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Wilson Diniz Wellisch, para que adote imediatamente todas as providências necessárias para a revogação da medida, comunicando-se essa Corte, no máximo em 24 horas”, escreveu Moraes.

Entre as ordem acatadas pelo Telegram, está a exclusão de uma mensagem do canal pessoal do presidente Jair Bolsonaro. A postagem continha um link para a investigação da Polícia Federal sobre um ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, lista também continha outras exigências como o bloqueio do canal do jornalista Claudio Lessa, esclarecimentos sobre as medidas que a plataforma vem tomando para barrar a propagação de notícias consideradas falsas e a indicação de um representante da empresa no Brasil.

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Bolsonaro diz que PF não pediu o bloqueio do Telegram

O Ministro do STF, Alexandre de Moraes, alegou na sua decisão de bloqueio do aplicativo Telegram, que atendia a solicitação feita pela Polícia Federal, mas o presidente Jair Bolsonaro disse, nessa sexta-feira (19), que a polícia não fez esse pedido. A informação foi passada pelo respeitado jornalista Augusto Nunes na TV Jovem Pan.

Nunes, ao relatar conversa que teve com Bolsonaro por telefone, revelou que o presidente o informou que a decisão de bloquear o aplicativo de mensagens é da exclusiva responsabilidade do ministro.

Ao decidir censurar o aplicativo, Moraes faz referências a alegações da PF no sentido de que no Telegram seria “notoriamente” resistente a “colaborar” com autoridades de diversos países”, mas nem o ministro e nem o policial mencionam tais países, todos sob regimes autoritários.

Vale lembrar que a decisão da justiça brasileira coloca o Brasil no mesmo patamar de ditaduras ou regimes autocráticos como os do Azerbaijão, Bahrein, Belarus, China, Cuba, Hong Kong, Indonésia, Irã, Paquistão e Rússia, que depois recuou da perseguição.

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Moraes determina bloqueio do Telegram em todo o Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão do aplicativo de mensagens Telegram no país.

A ordem atende a um pedido da Polícia Federal e foi encaminhada a plataformas digitais e provedores de internet, que devem adotar os mecanismos para inviabilizar a utilização do aplicativo Telegram no país.

A ordem para o bloqueio do aplicativo de mensagens ainda está em fase de cumprimento. As empresas estão sendo notificadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Falta de cooperação

No pedido encaminhado ao Supremo, a Polícia Federal que “o aplicativo Telegram é notoriamente conhecido por sua postura de não cooperar com autoridades judiciais e policiais de diversos países.”

Ainda de acordo com a PF, o Telegram usa a “atitude não colaborativa” com autoridades “como uma vantagem em relação a outros aplicativos de comunicação, o que o torna um terreno livre para proliferação de diversos conteúdos, inclusive com repercussão na área criminal”.

Moraes estabeleceu ainda multa diária de R$ 100 mil para as empresas que não cumprirem a determinação de bloqueio do aplicativo.

A decisão do ministro teve como base o Marco Civil da Internet. “O ordenamento jurídico brasileiro prevê, portanto, a necessidade de que as empresas que administram serviços de internet no Brasil atendam às decisões judiciais que determinam o fornecimento de dados pessoais ou outras informações que possam contribuir para a identificação do usuário ou do terminal, circunstância que não tem sido atendida pela empresa TELEGRAM”.

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Deputado perde em 1ª instância e recorre ao TJPE em ação contra Sindicatos

O Deputado Federal Sebastião Oliveira perdeu na primeira instância e recorreu ao Tribunal de Justiça de Pernambuco – TJPE – na ação que move contra entidades sindicais pernambucanas que usaram sua imagem em diversos outdoors onde questionam de que lado o parlamentar estará na votação da Proposta de Emenda Constitucional 32/20, da Reforma Administrativa. Óbvio, os sindicatos fazem campanha contra a PEC.

O Sindsep, a Sintrajuf, SindMPU, Sintufepe, Sindicontas, Sindsprev, Aduferpe, Adupe e Adufepe, todas representantes dos servidores públicos, espalharam mais de 50 outdoors em diversos municípios do Estado.

Segundo publicação do Blog do Nill Júnior, o relator do recurso de Sebastião no tribunal é o Desembargador Cândido José de Pontes Saraiva de Moraes, que deu o prazo de 15 dias para que as entidades apresentem contrarrazões ao Agravo de Instrumento apresentado.  Na interpelação de Sebastião, ele deu prazo de dez dias para a retirada dos outdoors. A recusa, de acordo com o documento, caracterizaria ofensa à imagem do parlamentar. Sebastião chegou a pedir que fosse estabelecida multa diária pela manutenção da peça.

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Justiça Federal condena ex-prefeito de Trindade – PE

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) obteve, na Justiça Federal, a condenação do ex-prefeito do município de Trindade, Antônio Everton Soares da Costa, o Dr.Everton, por crime de responsabilidade. O ex-gestor deixou de prestar contas de R$ 362 mil referentes a recursos recebidos por meio de repasse do antigo Ministério das Cidades, em 2009. Os valores correspondiam a última parcela para realizar a pavimentação asfáltica de ruas do município.

Informações do Blog do Carlos Britto dão conta que contrato foi firmado na gestão do então prefeito Gerôncio Antônio Figueiredo [anterior à de Antônio Everton] que também não realizou a prestação de contas, mas como o acordo foi prorrogado até 2013, era obrigação do Dr.Everton ter prestado contas.

A Caixa Econômica Federal, responsável pela fiscalização do contrato, notificou o ex-prefeito para que realizasse a prestação de contas, porém foi ignorada por ele. O ex-prefeito também não deu importância a condenação pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Acatando pedido do MPF – Ministério Público Federal – a Justiça Federal condenou Antônio Everton a três meses de detenção, pela prática de crime de responsabilidade. A pena privativa de liberdade, no entanto, foi substituída por uma restritiva de direitos, que consiste no pagamento de prestação pecuniária

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MPF acusa ex-prefeito de Arcoverde (PE) de liderar esquema de desvios

O ex-prefeito Zeca Cavalcanti da cidade de Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, está sendo acusado pelo Ministério Público Federal de superfaturamento e superdimensionamento de rotas de contrato de transporte, incluindo escolar, celebrado com o Município de Arcoverde nos anos de 2007 e 2008.  Ação penal tem o número 0800242-45.2020.4.05.8310. A informação foi publicada pelo blog do Nill Júnior.

Zeca, Arlindo Nemésio – o empresário da RR Galvão, vencedora do certame, e o ex-assessor Luiz Fábio Barros Magalhães, que na época integrava a Comissão de Transporte da Prefeitura de Pesqueira, teriam se beneficiado dos recursos desviados. O MPF diz que a análise das fitas de caixa do sigilo bancário comprova a prática indevida de fracionamento a fim de impedir a identificação dos envolvidos e dificultar o rastreio às verbas.

O dano causado ao erário é de R$ 736.976,25. Aplicando-se a correção monetária e acrescendo juros, o valor passaria dos R$ 2,5 milhões (Dois Milhões e quinhentos mil reais).

Dirigindo-se ao blog citado, o ex-prefeito enviou nota onde afirma que a acusação do Procurador não irá prosperar. Alguns trechos seguem logo abaixo:

“Em respeito ao povo pernambucano que conhece a nossa trajetória como homem público, seja como gestor de Gerência Regional de Saúde (Geres), na qualidade de Prefeito de Arcoverde por oito anos, e, por fim, como Deputado Federal, peço licença para trazer a realidade do tema.

 Em razão do sucesso das nossas gestões que até hoje é lembrada pelo povo arcoverdense pela realização de obras estruturadores, fomos objeto de várias averiguações pelos órgãos de controle, e algumas delas originaram processos, dos quais tivemos, e até o momento, temos logrado sucessivas absolvições.

 No caso retratado na notícia, a Justiça Federal já teve oportunidade de se manifestar, quando fomos vencedores em ação de improbidade, bem como por força de entendimento do Tribunal de Contas, que entendeu pela legalidade dos procedimentos de transporte escolar nos anos de 2006 e 2008.

 Quanto ao viés penal, que se encontra em discussão, estamos convictos da nossa absolvição, em primeiro lugar, por confiarmos na Justiça que desde sempre tem reconhecido a absoluta correção dos nossos atos, e ainda pelo fato de que não consta nenhuma prova em nosso desfavor, motivo que nos encoraja a permanecer na vida pública.

Estranhamente, em razão de nos encontrarmos novamente em ano eleitoral, aqueles que não se conformam com a nossa história de sucesso, tornam a nos atacar de forma leviana e irresponsável, principalmente integrantes do primeiro escalão do atual prefeito de Arcoverde, como por exemplo, o seu procurador que se habilita em processos com o intuito negativo de prejudicar a nossa trajetória, como forma se sair do ostracismo pessoal e profissional que se encontra.

 Sendo essa a verdade dos fatos, deixo a todos nosso fraterno abraço e a reafirmação de que estamos aptos a continuar em busca de um Pernambuco Melhor para se viver e de dias melhores para o povo pernambucano que confia na nossa representação e no nosso trabalho”.

Zeca Cavalcanti

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STF suspende última ação penal contra Lula na Justiça

Informações do Hora Brasília

Nesta quarta-feira (2), o ministro do STF Ricardo Lewandowski suspendeu a ação penal que investiga os supostos crimes na aquisição de 36 caças suecos Gripen, pelo governo do PT, a última ação penal contra Lula.

“Os graves vícios maculam as investigações conduzidas contra o reclamante pela extinta força-tarefa ‘Lava Jato’ de Curitiba no tocante à aquisição dos referidos caças, a qual produziu elementos – supostamente – probatórios, depois aproveitados, de forma acrítica e tendenciosa, pelos subscritores da denúncia apresentada perante a 10ª Vara Federal Criminal do DF”, afirma o ministro.

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MPF inspeciona sistema das urnas eletrônicas no TSE

Representantes do Ministério Público Federal (MPF) inspecionaram os códigos-fonte da urna eletrônica e do sistema eletrônico de votação que serão utilizados nas eleições deste ano.

Os três integrantes do MPF trabalharam por três dias na sala nas dependências do tribunal e tiveram panorama geral sobre a urna eletrônica e o sistema eletrônico de votação brasileiro e conheceram mais detalhadamente o hardware das urnas.

Os dados sobre as funcionalidades da urna eletrônica, a preparação do equipamento, a votação em si, os sistemas de segurança e o processo de divulgação de resultados também foram apresentados.

Além do MPF, também já atenderam ao convite do TSE para participar acompanhar o processo de elaboração dos programas que serão utilizados nas eleições de outubro integrantes de agremiações partidárias, como o Partido Verde (PV) e o Partido Liberal (PL), e representantes da Controladoria-Geral da União (CGU).

O tribunal vai realizar entre os dias 11 e 13 de maio o teste de confirmação das correções aplicadas decorrentes dos resultados obtidos no Teste Público de Segurança das urnas eletrônicas, de acordo com calendário divulgado pela Corte.

Em novembro do ano passado o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, anunciou que, dos 29 planos de ataque às urnas eletrônicas durante a semana de testes, cinco deles encontraram “achados”, ou seja, algum ponto que poderia ser aperfeiçoado e que em maio de 2022 esses mesmos casos seriam analisados novamente.