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Miguel Coelho participa do São João de Petrolina, Arcoverde e Santa Cruz

O pré-candidato ao governo de Pernambuco, Miguel Coelho, cumpre agenda neste fim de semana no Agreste e no Sertão. No roteiro, encontros com lideranças políticas e participação nos festejos de São João. A agenda incicia na noite desta sexta-feira (17), quando Miguel vai acompanhar a abertura oficial do São João de Petrolina.

No sábado (18), o pré-candidato começa o dia em Buíque, onde visita a feira e participa de eventos com vereadores aliados. Em seguida, almoça com lideranças em Capoeiras. A agenda ainda inclui encontro com o presidente da Câmara de Altinho, Leomar, e outros vereadores.

O sábado termina com a participação de Miguel no São João de Arcoverde, Sertão do Moxotó, ao lado do pré-candidato a deputado estadual Zeca Cavalcanti. O evento será realizado no Pátio de Eventos instalado na Praça Bandeirantes.

No domingo (19), Miguel vai a Agrestina e depois a Cupira, para almoço com o prefeito José Maria e lideranças, além do São João dos Funcionários. Em Lajedo, participa do lançamento da pré-candidatura do empresário Renê a deputado federal.

A agenda do fim de semana se encerra em Santa Cruz do Capibaribe ao lado do ex-prefeito Edson Vieira e da deputada estadual Alessandra Vieira. Juntos, eles acompanham o São João da Moda, no Pátio de Eventos do município.

CategoriasPolícia

Chacina deixa seis pessoas mortas em Petrolina

Seis pessoas foram assassinadas na Rua Primavera, bairro Palhinhas, em Petrolina, Sertão de Pernambuco. A chacina aconteceu no final da noite dessa quinta-feira (17). As vítimas eram quatro homens e duas mulheres. Umas das vítimas morreu no hospital. Entre os mortos estão pai e filha. As informações são do G1/Petrolina.

De acordo com vizinhos, a primeira vítima da chacina foi um homem. Ele foi morto ainda na porta de casa. Em seguida, os criminosos entraram na residência e começaram a atirar nas outras pessoas. Os corpos de quatro vítimas foram encontrados em dois quartos. Uma mulher foi socorrida, mas morreu no hospital.

Ainda segundo os vizinhos, entre as vítimas estava Bartolomeu Vieira da Silva, 71 anos, conhecido como Bastor. Ele era dono da casa e pai de Fabiana Vieira da Silva, que também morreu. Os outros mortos eram amigos da família, eles eram conhecidos como: Bigdu, Marquinhos, Clecinho. Não há informações sobre a identificação da outra mulher.

Vizinhos relataram que no momento do crime tinha cerca de 14 pessoas na casa. Uma moradora, que não quis se identificar, disse que “O bairro está em choque. Nunca teve isso nas Palhinhas

Em entrevista à Rádio Jornal de Petrolina, a irmã de uma das pessoas que ficaram feridas falou sobre como ficou sabendo do crime

Fiquei sabendo através dos meus parentes que mandaram mensagem avisando. Liguei para uma pessoa e ela me disse que [o irmão] estava no Traumas [Hospital Universitário]”, afirmou a mulher. O irmão dela foi atingido no braço.

Os corpos das vítimas foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Petrolina. O caso está sendo investigado pela DHPP de Petrolina.

CategoriasSegurança

Pernambuco tem menor índice de roubos nos últimos 9 anos

Pernambuco fechou o balanço dos cinco primeiros meses de 2022 com o menor índice de roubos dos últimos nove anos. Entre janeiro e maio deste ano, as delegacias da Polícia Civil (PC) registraram 21.156 boletins de ocorrência referentes a Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs). Na linha do tempo do ‘Pacto pela Vida’, só ficou acima das estatísticas de 2013, por uma diferença de 25 casos. Na comparação com 2021, ano de menor taxa de roubos por 100 mil habitantes de Pernambuco, 2022 apresentou queda de 3,1% no conjunto dos cinco meses – o que significou, em números absolutos, 682 delitos a menos.

O recuo dos roubos este ano se deu de maneira mais expressiva na Região Metropolitana (RMR), com -9%. De janeiro a maio de 2022, essa área notificou 6.555 CVPs, enquanto em 2021, nesse ínterim, foram 7.202. A Zona da Mata baixou 8% (de 1.843 para 1.695), e o Agreste ficou com -0,1% (de 3.994 para 3.990). No Sertão, houve oscilação de 0,56%, pois os municípios sertanejos tiveram 1.256 roubos nos últimos cinco meses, e em 2021 haviam sido sete casos a menos.

Especificamente em maio, a queda dos CVPs no Estado foi de 4,5%, saindo de 4.377 em 2021 para 4.178 em 2022, ou seja, menos 199 crimes de um ano para o outro. A Zona da Mata computou a maior redução no quinto mês do ano quando comparado a 2021, com -12,91% (de 364 para 317). Em seguida, vem a RMR, com -9,66% (de 1.418 para 1.281). O Sertão variou em 2,77% (de 253 para 260) e o Agreste, 4,44% (de 765 para 799).

CategoriasJustiça

Ex-contador de Lula é suspeito de lavar dinheiro com o PCC

O Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) pediu à Justiça o sequestro de bens de João Muniz Leite, ex-contador de Lula, por suspeita de lavagem de dinheiro do crime organizado. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

O Ministério Público acatou o pedido, e não há nenhuma menção ao pré-candidato do PT à Presidência na investigação do Denarc. O caso está na 1ª Vara de Crimes Tributários de São Paulo.

O investigado e sua mulher teriam ganho 55 vezes em loterias federais somente em 2021. Em uma das oportunidades, dividiu um prêmio de R$ 16 milhões na Mega Sena com o traficante de drogas Anselmo Becheli Santa Fausta, o Cara Preta, considerado um dos principais fornecedores de drogas do PCC, morto em dezembro do ano passado.

Em seguida, o traficante comprou uma empresa de ônibus junto com outros cinco integrantes do PCC. A companhia em questão mantém contrato com a Prefeitura de São Paulo e opera 13 linhas na Zona Leste da cidade.

A suspeita é de que os prêmios de loteria de Muniz e a esposa serviam para esquentar dinheiro ilícito, e em muitas vezes as apostas eram mais altas do que os valores ganhos, segundo a investigação.

Contador de confiança

João Muniz Leite fez as declarações de Imposto de Renda de Lula entre 2013 a 2016. Segundo O Estado de S. Paulo, o escritório do contador, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, fica no mesmo endereço em que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente, mantém três empresas.

Há mais de uma década, Muniz é o contador de confiança da família de Lula. Em dezembro de 2017, o profissional chegou a prestar depoimento no âmbito de um incidente de falsidade aberto para apurar se eram frios os comprovantes de quitação de aluguel entregues pela defesa do ex-presidente à Justiça Federal.

Na oportunidade, o Ministério Público Federal acreditava que a Odebrecht pagava aluguéis de um apartamento vizinho ao de Lula em um edifício em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo.

Sergio Moro era o juiz do caso na época e descartou a falsidade dos recibos. No entanto, a Procuradoria afirmou que, mesmo não tendo sido fabricados, os comprovantes eram frios. Ou seja, que Lula nunca havia pago pelos aluguéis do apartamento. Depois da decisão que tornou o ex-juiz da Lava Jato suspeito, o processo teve suas provas anuladas e acabou arquivado.

CategoriasPolítica

Miguel garante que saneamento básico será prioridade de seu governo

O pré-candidato ao governo de Pernambuco, Miguel Coelho, visitou nesta quinta-feira (16) o Litoral Sul, região do estado afetada pela falta d’água e de saneamento. Na passagem por Sirinhaém, Rio Formoso e Tamandaré, Miguel reiterou o compromisso de reestruturar a Compesa para fazer os investimentos em abastecimento e esgotamento sanitário.

Pernambuco tem apenas 30% da população com acesso à saneamento, e o Recife está entre as 20 piores grandes cidades do país em oferta de esgoto. Por isso, o pré-candidato entende ser urgente a ampliação dos investimentos para acelerar a implantação de sistema de esgotamento em todas regiões pernambucanas. “Quando fui prefeito de Petrolina, beneficiamos 45 mil pessoas com uma única obra. Petrolina é a cidade mais saneada de Pernambuco e está entre as 20 do Brasil. A gente defende a concessão da Compesa para a iniciativa privada para que possamos fazer os investimentos necessários, acabar com o racionamento e o rodízio de água, e principalmente para fazer chegar o saneamento na porta das pessoas”, disse Miguel em entrevista à rádio Atividade.

Ele lembrou ainda que R$ 1,00 investido em saneamento representa uma economia de R$ 6,00 em saúde pública. “Saneamento básico é questão de dignidade humana. A gente precisa enfrentar essa pauta e esse é um compromisso, uma bandeira que vamos defender com muito afinco junto com o abastecimento de água”, afirmou.

A questão do saneamento, segundo Miguel, será fundamental também para a preservação do meio ambiente. O pré-candidato falou sobre a situação do rio Sirinhaém, que, mesmo poluído, tem as águas captadas pela Compesa. Ele defendeu a implementação de políticas públicas integradas entre estado e municípios e questionou a atuação da agência estadual de meio ambiente e recursos hídricos. “Hoje, a CPRH é um órgão obsoleto, sem capacidade e burocratizado, que trava o desenvolvimento em todo o estado”, concluiu.

CategoriasMeio Ambiente

Desmatamento com Lula foi o dobro de Bolsonaro

Cláudio Humberto do Diário do Poder

A campanha do petista Lula tenta usar o desaparecimento do jornalista e do indigenista para alardear que promoverá o “desmatamento zero” na Amazônia, se for eleito. O problema é que, segundo dados do INPE, a Amazônia Legal teve 72,2 mil km² desmatados nos primeiros três anos do governo Lula. A área é mais que o dobro (exatos 112,3%) maior que os 34 mil km² registrados no mesmo período do governo Bolsonaro

Entre os grandes

O maior desmatamento da História do Brasil foi em 1995 com FHC: 29,1 mil km². Lula é segundo e terceiro com 27,8 mil (2004) e 25,4 (2003).

Conjunto da obra

Lula promete agora o desmatamento zero, mas em oito anos “permitiu” o desmatamento de 125,5 mil km². Média de 15,7 mil km² por ano.

Curiosidade

Apesar do alarde de ONGs, a média de desmatamento de Bolsonaro na Amazônia é quase 30% menor que a de Lula: 11,3 mil km² por ano.

Ela mandou bem

Os governos Dilma Rousseff foram catastróficos para economia, mas têm o melhor resultado com média de 5,6 mil km² desmatados por ano.

CategoriasPolícia

Irmãos confessam assassinato de Bruno Pereira e Dom Phillips na Amazônia, dizem fontes da PF

Os irmãos Oseney da Costa de Oliveira e Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como “Pelado”, confessaram o assassinato do indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, desaparecidos na Amazônia desde 5 de junho, segundo informaram fontes da Polícia Federal (PF).

Oseney e Amarildo foram levados pela PF ao local das buscas, no Vale do Javari, para apontar a localização dos corpos, o que não havia acontecido até a última atualização desta reportagem. A família do repórter no Reino Unido informou não ter sido informada sobre a confissão dos assassinos. Antes de sumir, Pereira e Phillips haviam partido da Comunidade São Rafael em uma viagem de duas horas rumo a Atalaia do Norte, mas eles não chegaram ao destino.

Os irmãos presos

Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como “Dos Santos”, foi preso temporariamente nessa terça-feira (14). Já “Pelado” foi preso no dia 7 de junho. Até esta quarta-feira (15), nove pessoas foram ouvidas pela polícia – entre elas a mulher de Amarildo, Josenete. Ela prestou depoimento na última sexta-feira (10) em companhia de um advogado e preferiu não falar sobre a prisão do marido, nem sobre o caso dos desaparecidos.

Imagens divulgadas pela PF mostram os objetos encontrados na área de buscas por Dom Phillips e Bruno Araújo Pereira, no Interior do Amazonas. Foram localizados uma mochila, um notebook , camisas, bermudas, calça, chinelos e botas na área onde são feitas as buscas.

Buscas

A procura pelos dois teve início ainda no domingo por integrantes da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja). Como não conseguiram localizá-los, alertaram as autoridades sobre o sumiço na segunda-feira.

As buscas ao indigenista e ao jornalista reúnem o Exército, a Marinha, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e a PF. O Exército atua desde a tarde de segunda-feira, na região do Vale do Javari, com combatentes de selva da 16ª Brigada de Infantaria de Selva, sediada em Tefé (AM).

 

Fonte: G1

CategoriasEconomia

Endividada, Mineradora Vale do Pajeú pede recuperação judicial

Foi publicado pelo Blog do Nill Júnior, que a Mineradora Vale do Pajeú, proprietária da marca Pajeú Cimentos, com sede as margens da PE-320 na cidade de Carnaíba, entrou com pedido de recuperação judicial no último dia 9 de junho. No processo distribuído à Vara Única da Comarca de Carnaíba, foi ajuizado o pedido de mediação e conciliação pré-processual e tutela cautelar com objetivo de antecipar os efeitos do “stay period” (procedimento possível no processo de Recuperação Judicial regido pela lei 11.101/05 que regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária).

No pedido de Recuperação Judicial, os advogados da mineradora alegam que a crise iniciada em 2015 fez o País mergulhar “na pior crise de sua história”, afetando principalmente o setor da construção civil, de que “a capacidade instalada das indústrias de cimento havia alcançado 100 milhões de toneladas por ano e os preços estavam equilibrados. Entretanto, a partir do ano de 2015 os volumes caíram em duas casas decimais e os preços despencaram. Aliado a isso, os preços administrados, a exemplo de energia, combustíveis e demais serviços quase dobraram em apenas 1 (um) ano”, justificam.

O pedido contextualiza a extensão do problema informando que os preços praticados em 2016 e 2017 estavam no mesmo preço real daquele praticado no longínquo ano de 1994.

Nesse período o preço do saco de 50kg de cimento estava 40% (quarenta por cento) abaixo daquele estabelecido no Plano de Negócios elaborado junto à Deloitte em 2010 e cujos parâmetros foram referendados nas análises de crédito do principal agente de investimento, no caso, o BNB”.

O cenário causado pela pandemia do novo coronavírus também foi apontado pelo advogados da minerado. Segundo eles, devido a este cenário pandêmico, a fábrica necessitou fechar as portas por 45 dias. “Período suficiente para por em descompasso as contas da empresa”.

Ainda de acordo com dados publicados na reportagem do Blog do Nill Júnior, a Mineradora Vale do Pajeú  deve junto a Receita Federal R$ 9.549.140,66, já junto a Secretaria da Fazenda de Pernambuco – SEFAZ-PE, o montante é de R$ 12.147.507,36, totalizando uma dívida de R$ 21.696.648,02. Já a relação de credores em créditos submetidos mostra um subtotal da dívida de R$ 27.877.277,57 distribuídos da seguinte forma – Garantia Real: R$ 9.993.142,17; ME OU EPP: R$ 1.370.116,79; Quirografário: R$ 13.805.670,66  e Trabalhista: R$ 2.708.347,95, gerando uma dívida total de R$ 49.573.925,59.

Os trabalhos de prospecção e estudo para a implantação da fábrica de cimento foi iniciado no ano de 2009 e sua inauguração ocorreu no mês de abril de 2013.

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Como votaram os Senadores pernambucanos no projeto de redução do ICMS?

Foi votado na última segunda-feira (13) o projeto que prevê a limitação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), encargo que compõe o valor de combustíveis, transportes coletivos, comunicações e energia elétrica.

Aprovado por 65 votos a 12, O Projeto de Lei Complementar (PLP 18/2022) busca limitar entre 17% a 18% a cobrança do imposto. O percentual que os Estados deixarem de arrecadar será descontado do que devem a União. Os poucos que não têm dívidas poderão contrair empréstimos com o Governo Federal para fazer investimento.

O estado, representado por três cadeiras, teve votação dividida:

Fernando Bezerra Coelho (MDB/PE) : SIM

Humberto Costa (PT/PE): NÃO

Jarbas Vasconcelos (MDB/PE): SIM

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Menos de 24 horas depois do Senado, Câmara aprova ICMS de 17% sobre combustíveis

A Câmara dos Deputados aprovou hoje (14), menos de 24 depois de sua aprovação com modificações no Senado, o texto-base do Projeto de Lei Complementar 18/2022, que limita em 17% a aplicação de alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis. O texto, de origem na Câmara, passou pelo Senado e sofreu alterações, por isso, voltou à Câmara.

Os deputados devem analisar amanhã (15), pela manhã, destaques a trechos de algumas emendas incluídas pelos senadores. A análise desses destaques começou a ser discutida na sessão desta terça, mas um problema técnico impediu a abertura do resultado das votações no painel do plenário.

Por isso, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), quemais uma vez deu impressionante demonstração de força e liderança, decidiu encerrar a sessão e retomar a votação no dia seguinte. Após a conclusão dessa etapa, o texto seguirá para sanção presidencial.

O projeto afeta a alíquota do ICMS para gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo. Segundo a proposta, esses produtos seriam classificados como essenciais e indispensáveis, levando à fixação da alíquota do ICMS em um patamar máximo de 17%, inferior à praticada pelos estados atualmente. O projeto também prevê a compensação da União às perdas de receita dos estados quando a perda de arrecadação ultrapassar 5%.

O texto também reduz a zero, até 31 de dezembro de 2022, as alíquotas de Cide-Combustíveis e a tributação de Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes sobre a gasolina. O diesel e o gás de cozinha já têm esses tributos zerados.

Compensação

Todos os deputados aprovaram as emendas vindas do Senado, ressalvados os destaques. Os deputados da oposição apoiaram o novo texto, principalmente por causa de uma emenda que garante recursos para o Fundo de Manutenção da Educação Básica (Fundeb). Essa emenda prevê que, se os estados e municípios perderem recursos em função da lei, a União vai compensá-los para que os atuais níveis do Fundeb sejam mantidos. A aprovação dessa emenda impede que o Fundeb perca recursos com a redução da arrecadação do ICMS. O fundo tem receitas vinculadas à arrecadação desse imposto.

Assim como o Fundeb, a área da saúde, outro recurso carimbado, terá os repasses garantidos mesmo que haja perda de arrecadação dos estados. Recursos carimbados são aqueles com destinação definida, sem possibilidade de redirecionamento para outras áreas.

Os deputados da base do governo preferiram atacar a arrecadação dos estados. Segundo eles, os estados têm tido arrecadação recorde com o ICMS, dentre outros impostos, e precisam dar sua cota de sacrifício para ajudar na redução do preço dos combustíveis e do gás de cozinha.

Mesmo defendendo e aprovando o texto aprovado pelos senadores, os oposicionistas criticaram o argumento de que o PLP é a melhor saída para reduzir o preço dos combustíveis. Eles citaram que a atual política de preços da Petrobras, vinculada ao preço internacional do barril de petróleo e o valor do dólar, é a verdadeira responsável pelos brasileiros pagarem mais de R$ 7 o litro da gasolina. Essa política de preços é praticada desde 2017.

Impacto nos preços

Na semana passada, quando o texto era discutido no Senado, o senador Fernando Bezerra (MDB-PE), relator da matéria na Casa, afirmou que, se aprovado, o projeto poderia derrubar em R$ 1,65 o preço da gasolina e em R$ 0,76 o preço do diesel. No entanto, destacou que os preços poderiam apenas “não subir muito mais”, a depender do cenário internacional, que influencia no preço do barril de petróleo e na valorização do dólar frente ao real.

“Não estamos tabelando preço. Tem uma guerra na Ucrânia, a Rússia é responsável por 25% da produção de diesel no mundo, os preços estão tensionados. É evidente que pode haver elevação de preços. Mas, mesmo que haja, isso vai ajudar a não subir muito mais do que subiria”, disse, na ocasião.