A defesa de Marcelo da Silva, réu confesso pelo assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, pediu à Justiça de Pernambuco a transferência do júri popular do caso para o Recife. O pedido de desaforamento foi protocolado na semana passada e ainda aguarda análise.
Os advogados afirmam temer agressões físicas e verbais contra eles e contra o réu caso o julgamento ocorra em Petrolina, onde o crime aconteceu. Segundo a petição, audiências realizadas em 2022 já registraram episódios de hostilidade e risco à integridade física, com necessidade de intervenção da Polícia Militar.
A defesa também argumenta que a imparcialidade do júri estaria comprometida pela mobilização em torno do caso, citando a caminhada de 720 km entre Petrolina e o Recife feita por Lucinha Mota, mãe de Beatriz, em 2021, e o fato de ela ter assumido, no ano seguinte, a Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos.
