Prefeitura de Petrolândia/PE proíbe acesso às ruínas da Igreja Submersa por risco de desabamento
A Prefeitura de Petrolândia reforçou a proibição de acesso às ruínas da Igreja Submersa, incluindo a restrição para embarcações. A medida visa garantir a segurança dos visitantes e preservar a estrutura, que apresenta risco de desabamento. O alerta segue recomendações da Eletrobras e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).
O local, submerso após a construção da Usina Hidrelétrica de Itaparica, atrai turistas e mergulhadores. Desde 2021, medidas de isolamento vêm sendo discutidas, e boias de sinalização foram instaladas em 2023, mas consideradas insuficientes. O Instituto Geográfico e Histórico de Petrolândia (IGHP) já denunciou o risco estrutural do monumento.
A igreja do Sagrado Coração de Jesus pertence à União e está sob administração da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), que acompanha processos de tombamento e preservação. A interdição reforça a preocupação com a segurança e a manutenção do patrimônio histórico da região.
PM é morto dentro do carro e ex-esposa, também policial, é suspeita do crime
Na manhã de domingo (9), um policial militar foi assassinado a tiros na Rua do Maracatu, no bairro Portal da Cidade, em Petrolina, Sertão de Pernambuco. A vítima, Lucas Emanoel Marinho, de 33 anos, era lotado no 2º BIESP e foi encontrada dentro do próprio veículo, um Honda Fit, com múltiplos disparos de arma de fogo.
A principal suspeita do crime é a ex-esposa de Lucas, identificada como Marleide, também policial militar, lotada na 25ª CIPM, na Bahia. Após o crime, ela teria fugido, deixando os filhos menores na residência. Mais tarde, apresentou-se ao quartel da PM em Juazeiro.
A Polícia Civil investiga o caso e realizou a perícia no local, onde foram apreendidos uma pistola, munições e celulares. O corpo da vítima foi encaminhado ao IML de Petrolina.
O mito do encarceramento em massa e a falência do sistema prisional brasileiro
O editorial do Estadão deste domingo (09/03) traz uma análise contundente sobre o sistema penitenciário no Brasil, rebatendo a tese do “encarceramento em massa”. Segundo o jornal, os presídios nacionais, em vez de cumprirem suas funções de punir, reabilitar e proteger a sociedade, tornaram-se “usinas do crime”, onde a superlotação, a ociosidade e a convivência entre criminosos perigosos e presos de menor potencial ofensivo contribuem para a deterioração do sistema.
O texto critica a visão progressista que trata criminosos como vítimas do sistema e defende o desencarceramento como solução. Para o Estadão, esse pensamento ignora a realidade de que o Brasil não prende excessivamente, mas sim esclarece poucos crimes e pune menos do que deveria. Apesar da grande população carcerária, o país ocupa apenas a 31ª posição global em taxa de presos per capita, um número incompatível com a elevada taxa de homicídios nacional.
A solução proposta pelo editorial não é apenas prender mais ou menos, mas sim “prender bem”. O jornal defende a construção de mais unidades prisionais e colônias penais que garantam progressão de pena justa e efetiva. Segundo o texto, enquanto o sistema penitenciário continuar falido, a população seguirá refém de criminosos reincidentes e a descrença na Justiça aumentará, aprofundando a crise de segurança pública no país.
