Depois de passar 5 dias internado no Hospital Português em Recife, Evandro Valadares, 68 anos, recebeu alta. Ele ficou este tempo sendo monitorado após contrair a covid-19. Segundo Paulo Jucá, Secretário de Saúde de São José do Egito, durante este tempo o prefeito seguiu clinicamente bem, sem baixa saturação ou necessidade de oxigênio.
O detalhe é que Evandro tomou as duas doses da vacina contra a Covid-19, o que mostra que o imunizante previne sequelas mais graves em mais de 80%, mas não impede a infecção ou reinfecção pela doença e a variantes.
Francieli Fantinato, ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunização, não é mais considerada investigada pela CPI da Covid. A pedido do relator, o colegiado votou para que a enfermeira seja enquadrada na categoria de testemunha.
“Presidente, eu queria, de antemão, dizer que aceito a sugestão, o encaminhamento feito pelo Senador Randolfe Rodrigues, e, a partir deste momento, nós deixamos de ter a Dra. Francieli como investigada. Obviamente, em função dos fatos que esta reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito permite esclarecer.”
Mais cedo, a enfermeira, que chegou à CPI acompanhada por um advogado, se negou a jurar que diria apenas a verdade durante a sessão do colegiado.
Ele obteve no STF uma decisão que lhe garantiu o direito de ficar calada e de não ter que produzir provas que pudessem incriminá-la.
Com o intuito de esclarecer sobre a nota oficial assinada pelos comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, o deputado federal Túlio Gadelha (PDT-PE) apresentou um requerimento ao plenário da Câmara dos Deputados, solicitando o comparecimento do ministro da Defesa, Walter Souza Braga Netto, e dos comandantes das Forças Armadas à Casa. Para o pedetista, a nota apresentada por eles tem um “nítido teor intimidatório”.
“O documento se caracteriza como uma nítida ameaça aos trabalhos desenvolvidos pela CPI”, disparou Túlio. A nota, assinada pelos três comandantes, Almir Garnier Santos (Marinha); Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira (Exército) e Carlos de Almeida Baptista Júnior (Aeronáutica), foi divulgada pouco depois que o senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da Covid, dar voz de prisão ao ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias.
O senador afirmou que por muito tempo o Brasil não via “membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua dentro do governo”, se referindo a Roberto Dias, que foi sargento da Aeronáutica. Na nota em questão, o Ministério da Defesa afirmou que o senador Omar Aziz era “leviano” e “irresponsável”. “Vejo como uma tentativa de intimidação e uma ameaça à democracia. As Forças Armadas não podem ser politizadas. Elas têm que estar do lado do Brasil, dos brasileiros”, cravou o deputado Túlio Gadelha.
Apesar do apoio e do interesse do PSL, partido ao qual se filiou recentemente, Datena disse a Catia Fonseca, no início do programa Brasil Urgente, que o seu interesse é se candidatar ao Senado Federal:
“Senhor presidente”, brincou Catia, chamando-o para a conversa.
“Presidente do quê? Time de botão?”, respondeu Datena.
“Eu vi que você vai sair candidato”, disse ela.
“Não. Disseram isso, né?”, rebateu ele.
“Eu me filiei ao PSL, existem projetos. Meu foco continua sendo o Senado. Eu sempre disse isso para todo mundo. Mas Tancredo Neves dizia que política é destino… Acho que querer adiantar qualquer coisa agora seria precipitado. Estamos no meio de uma pandemia. Falar de eleição agora é precipitado. Vamos com calma. É muito cedo para falar qualquer coisa”, completou o apresentador.
No ano passado, quando estava filiado ao MDB, o nome do apresentador foi cotado para concorrer como vice-prefeito de São Paulo na chapa de Bruno Covas (PSDB), mas não aceitou.
Como presidente da Comissão Especial que analisa a PEC 32/2020, o deputado pernambucano Fernando Monteiro (PP) ouviu, nesta quarta-feira (07), juntamente aos demais membros do colegiado, o ministro da Economia, Paulo Guedes. O ministro foi o convidado da quarta audiência pública promovida pela Comissão, que nos demais encontros tem ouvido representantes das diferentes categorias de servidores públicos.
“O Congresso Nacional é soberano para a construção de um texto melhor. Como presidente desta Comissão, vou garantir os debates francos, leais e abertos. Ouvindo todos os lados, com respeito, conseguiremos chegar à proposta mais próxima da ideal”, afirma Fernando Monteiro. As audiências públicas devem continuar até o final de agosto.
Durante seu depoimento na CPI da Pandemia, nesta quarta-feira (7) , o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias confirmou que foi o ex-deputado paranaense Aberlardo Lupion e não o deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, quem o indicou ao cargo. A informação já havia sido revelada pelo Diário do Poder. Afirmou também que não conhece e jamais esteve ou falou com o presidente Jair Bolsonaro
Ele contou que seu currículo foi enviado em 2018, por Lupion, ao então deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) – que se tornaria ministro da Saúde no ano seguinte. Lupion é velho amigo de Mandetta, que até o convidou para um cargo de secretário nacional, no âmbito do Ministério da Saúde. Dias atrás, Mandetta concedeu entrevista elogiando o ex-auxiliar, acusado de pedir propina a um suposto vendedor de vacinas.
As afirmações foram dadas em resposta ao relator da CPI, que perguntou sobre as supostas relações entre o ex-diretor de Logística e Ricardo Barros.
“Eu recebi um convite do então ainda deputado federal [Luiz] Henrique Mandetta, que recebeu o meu currículo através das mãos do ex deputado federal Abelardo Lupion, com o qual eu trabalhava no Paraná”, contou.
A fake news de que a indicação de Dias fora do líder do governo foi amplamente divulgada
O presidente Jair Bolsonaro divulgou em seu Facebook, na noite deste domingo (4), insinuações sobre uma autoridade que estaria sendo chantageada por um “Daniel”, em razão de um vídeo mostrando orgia sexual com menores e pessoas do mesmo sexo.
Bolsonaro não citou nomes, para além do suposto chantagista, e nem esclarecer se determinou providências para que a Polícia Federal apure o crime.
O presidente escreveu:
“– Vamos supor uma autoridade filmada numa cena com menores (ou com pessoas do mesmo sexo ou com traficantes) e esse alguém (“Daniel”) passe a fazer chantagem ameaçando divulgar esse vídeo.
– Essa prática de chantagem, muito utilizada em Cuba, se encontra na página 143 do livro “A vida secreta de Fidel” de Juan Reinaldo Sánchez.
– Parece que isso está sendo utilizado no Brasil (importado de Cuba pela esquerda) onde certas autoridades tomam decisões simplesmente absurdas, para atender ao chantageador (“Daniel”).
– Quando nada têm contra seu alvo principal, vão para cima de filhos, parentes, e amigos do mesmo.
– Inquéritos e acusações absurdas, … Daí quebram sigilos, determinam buscas e apreensões, decretam prisões arbitrárias, etc…“
Parem o mundo que eu quero descer! No Brasil é mesmo o rabo que abana o cachorro. Acredite, o ex-presidiário Lula se pronunciou sobre o suposto crime de corrupção no governo Bolsonaro na compra de vacinas. Disse ele ao jornal O Liberal:
“Se for verdade as denúncias de corrupção na compra das vacinas, se for verdade as denúncias do gabinete paralelo, se for verdade todas as coisas que tão falando contra o governo e contra ministros do governo, eu acho que a CPI pode pedir à Suprema Corte a interdição do Bolsonaro ou pode, com base no relatório da CPI, [lançar] mais um pedido de impeachment”, disse Lula ao jornal O Liberal.
Lula se pronuncia no dia que o seu partido, o PT, foi as ruas em vários cidades do Brasil, com presença pífia de público para, acreditem, protestar contra a CORRUPÇÃO! Durma com um barulho destes!
Com o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes atuando fortemente nos bastidores, o voto impresso perdeu força na comissão especial que analisa o tema na Câmara. Segundo levantamento feito pelo Jornal O Globo, se fosse votada hoje, dos 34 deputados com direito a voto, a derrota da proposta seria por 17×15.
Costurado por Xandão, na semana passa 11 presidentes de partidos decidiram fechar um acordo contra o voto imprenso. Esta semana, presidentes de partidos que se articularam para derrubar a PEC se reuniram com Moraes, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso.
Indagado sobre o “risco CPI” para o governo de Bolsonaro, mesmo após o aparecimento dos irmãos Miranda, o experiente cientista político Paulo Kramer avalia que “esse risco varia de ‘médio’ para ‘baixo’”.
Para ele, já “bateu no teto” o desgaste de imagem do governo pela má distribuição de vacinas “e de uma percebida insensibilidade presidencial diante das inúmeras famílias de brasileiros atingidas pela pandemia de covid-19”.
Paulo Kramer chegou à conclusão de que a indignação popular decorrente desses fatores já foi “precificada” pelo Planalto, isto é, está “contabilizada” politicamente.
“A preocupação do governo agora é buscar recuperar a maior parcela possível desses desiludidos e indignados”, afirma o cientista político.
Para ele, o governo apostará em forte e rápida recuperação da economia e “na agitação do espantalho da volta de Lula ao poder em 2022”.