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Bancos pressionam por teto de juros maior no consignado do INSS

Os bancos aguardam que o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) eleve o teto de juros do crédito consignado do INSS, atualmente em 1,66%, para cerca de 2% ao mês. A decisão será discutida em reunião extraordinária nesta quinta-feira (9), em meio a críticas das instituições financeiras que consideram inviáveis as operações com as taxas vigentes. Para cartões consignados, o teto atual é de 2,46% ao mês.

A ABBC (Associação Brasileira de Bancos) levou o caso ao STF, argumentando que o CNPS não tem competência para fixar limites de juros, tarefa reservada ao Conselho Monetário Nacional. Em nota, a entidade alerta que diversos bancos associados já suspenderam as operações devido à inviabilidade econômica. Enquanto isso, aposentados e pensionistas acompanham com apreensão a definição, que pode impactar diretamente o custo do crédito disponível.

Presidido pelo ministro Carlos Lupi, o CNPS possui 15 membros, incluindo representantes do governo, aposentados, trabalhadores e empregadores. Além de debater o teto de juros, o colegiado discutirá o calendário de reuniões para 2025. A decisão pode redesenhar o cenário de crédito consignado, afetando milhões de beneficiários e as estratégias das instituições financeiras.

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Transferências via Pix acima de R$ 5.000 devem ser comunicadas à Receita Federal a partir deste ano

A partir de 2025, uma nova diretriz relacionada ao sistema de pagamentos instantâneos, o Pix, entrará em vigor. De acordo com essa norma, todas as transferências que ultrapassarem o valor de R$ 5 mil deverão ser comunicadas à Receita Federal. Essa medida visa aumentar a transparência nas transações financeiras e garantir um melhor controle fiscal. Assim, as movimentações que excederem esse limite serão reportadas de forma obrigatória ao órgão responsável pela arrecadação de impostos no Brasil.

A regra foi anunciada em setembro de 2024 e só entrou em vigor em 1º de janeiro. As informações deverão ser enviadas obrigatoriamente via e-Financeira, o sistema eletrônico da Receita que faz parte do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) que coleta dados de contas bancárias, investimentos e previdência privada. O prazo para que os primeiros dados sejam apresentados é até o último dia útil de agosto, dia 29. Já para o segundo semestre, o prazo vai até o último dia útil de fevereiro de 2026.

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Banco Central intensifica uso de reservas cambiais para frear alta do dólar

O Banco Central (BC) anunciou que irá realizar mais um leilão de reservas cambiais nesta quinta-feira (26), no valor de US$ 3 bilhões (cerca de R$ 18,5 bilhões). A medida faz parte de uma estratégia para conter a escalada do dólar, que tem pressionado a economia brasileira nos últimos dias.

Desde o início da recente disparada da moeda norte-americana, há cerca de dez dias, o BC já utilizou US$ 27,76 bilhões em reservas. Com o novo leilão, o montante total gasto alcançará US$ 30,76 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 190 bilhões. Essa “queima” acelerada de reservas chama atenção pelo volume elevado em um curto período.

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Preço da carne sobe pelo terceiro mês consecutivo, aponta IBGE

O preço das carnes no Brasil registrou alta pelo terceiro mês seguido em novembro, conforme dados do IPCA divulgados nesta terça-feira (10) pelo IBGE. No acumulado dos últimos 12 meses, o aumento chega a 15,43%, com destaque para cortes bovinos como o patinho, que subiu 19,63%, seguido por acém (18,33%), peito (17%) e lagarto comum (16,91%). O fígado foi a única peça com redução, apresentando queda de 3,61%.

Após 18 meses de queda, os preços começaram a subir novamente em setembro de 2024, alcançando, em novembro, um aumento mensal de 8,02%, o maior desde dezembro de 2019. O movimento é atribuído a fatores como clima, ciclo da pecuária, aumento das exportações e variação na renda dos consumidores. A pressão inflacionária na proteína impacta diretamente o orçamento das famílias, sendo um indicador importante para o custo de vida no país.

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Dólar dispara mais de 2% e bate R$ 6,11, em reação aos anúncios de Haddad

O dólar voltou a operar em forte alta nesta sexta-feira (29), ultrapassando os R$ 6 nos primeiros momentos do pregão, impulsionado pelo cenário fiscal brasileiro e incertezas sobre medidas anunciadas pelo governo. Essa é a primeira vez que a moeda atinge esse patamar histórico, registrado inicialmente na quinta-feira (28).

Os investidores reagiram negativamente ao pacote fiscal detalhado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que inclui cortes de R$ 70 bilhões em gastos públicos até 2026 e R$ 327 bilhões até 2030. Embora bem recebida inicialmente, a proposta de isentar do imposto de renda pessoas com rendimentos de até R$ 5 mil gerou dúvidas sobre a sustentabilidade do ajuste fiscal, pesando contra os ativos brasileiros.

O mercado também refletiu os dados divulgados pelo IBGE, que apontaram queda do desemprego para 6,2% no trimestre encerrado em outubro, o menor índice da série histórica. Apesar da notícia positiva, o Ibovespa opera em baixa, indicando cautela dos investidores diante do atual cenário econômico.

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Dólar atinge R$ 6 sob governo Lula e gera críticas do mercado

Nesta quinta-feira (28), o dólar alcançou R$ 6, o maior valor da história, sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A alta foi impulsionada pela reação negativa do mercado ao pacote de medidas de contenção de gastos apresentado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que investidores classificaram como insuficiente para equilibrar as contas públicas.

A disparada da moeda americana contrasta com 2019, quando o PT criticou duramente a gestão de Jair Bolsonaro pela cotação de R$ 4,26, atribuindo a alta à “incapacidade” administrativa do então governo. A reação do mercado reflete a frustração com a falta de cortes efetivos no pacote anunciado por Haddad.

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Pernambuco lidera geração de empregos no Nordeste pelo terceiro mês seguido

Pernambuco manteve sua posição de destaque na criação de empregos formais, liderando o Nordeste em outubro com mais de 5 mil novas contratações. No acumulado de 2024, o estado já soma 66,9 mil postos gerados, totalizando 118,2 mil na atual gestão. Setores como Comércio, Indústria e Serviços impulsionaram os números, com destaque para o varejo e a fabricação de alimentos.

A governadora Raquel Lyra destacou o impacto social desse avanço, enquanto a secretária Amanda Aires ressaltou que 50% das vagas de outubro foram ocupadas por mulheres.

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Últimos dias para inscrição no programa PE Produz

As inscrições para o programa PE Produz encerram-se nesta sexta-feira (22). A iniciativa do Governo de Pernambuco, com investimento de R$ 16 milhões, busca selecionar projetos voltados ao desenvolvimento econômico e social do Estado.

Podem participar pessoas jurídicas sem fins lucrativos. As propostas serão avaliadas com base em critérios técnicos. Inscrições e o edital completo estão disponíveis no site da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe).

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Gás de cozinha sobe 10,5%, e preço médio chega a R$ 150

O preço do gás de cozinha sofreu um aumento de 10,5% na sexta-feira (1º), elevando o valor médio do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) em Salvador para até R$ 150. A Acelen, responsável pela Refinaria de Mataripe, confirmou o reajuste, citando como causas o custo do petróleo, dólar e frete, fatores atrelados ao mercado internacional.

O impacto já é sentido pelos consumidores e revendedores. “A nota fiscal já saiu mais cara, e estamos com estoque praticamente zerado”, relatou Luciano Costa, revendedor em Salvador, que também destacou a queda nas vendas devido ao encarecimento do produto.

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Pequeno e médio comércio em risco: ameaças e soluções para manter o setor vivo

No cenário econômico de recuperação pós-pandemia, apesar do controle da inflação e da estabilidade do dólar, a situação do pequeno e médio comércio no Brasil preocupa especialistas. “Os pequenos e médios empresários enfrentaram o sacrifício de suas poupanças, bens e até recorreram a empréstimos para manter seus negócios”, relata Geraldo Eugenio, professor da UFRPE-UAST. O setor ainda lida com os impactos das mudanças de hábitos de consumo trazidas pelo avanço do e-commerce.

Eugenio destaca a necessidade de ação pública para resguardar esses empreendimentos, que empregam milhões e são vitais para a distribuição de renda no país. “Talvez seja o momento de o Ministério da Indústria e Comércio propor uma estratégia específica, como a Nova Indústria Brasil, adaptada às necessidades dos pequenos negócios”. O professor sugere também que o Brasil se inspire em países como Coreia do Sul e Japão, onde investimentos públicos foram decisivos. “Este setor é o que mais emprega e distribui riqueza no país, e seu futuro precisa ser considerado com seriedade”.

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