A Argentina registrou uma significativa redução de quase 15 pontos percentuais na taxa de pobreza, atingindo 38,1% em 2024. Este dado, demonstra a eficácia das políticas implementadas pelo presidente Javier Milei.
Categoria: Economia
PIB per capita do Brasil tem 8º pior crescimento do G20 desde 1985
O Brasil completou 40 anos de democracia, mas seu crescimento econômico ficou aquém do esperado. Entre 1985 e 2025, o PIB per capita cresceu 62% em paridade do poder de compra, sendo o 8º pior desempenho entre os países do G20. Em comparação, nações como China, Índia e Coreia do Sul avançaram significativamente mais. O período entre 2015 e 2024 foi ainda mais desanimador, com um crescimento de apenas 2,2%, o pior das últimas quatro décadas.
Sob comando de aliado de Lula, Banco Central eleva juros e contraria governo
Em sua primeira reunião sob a liderança de Gabriel Galípolo, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, elevar a taxa básica de juros de 12,25% para 13,25% ao ano. A decisão, anunciada nesta quarta-feira, 29 de janeiro de 2025, visa conter a desancoragem das expectativas de inflação e as pressões no mercado de trabalho.
Anteriormente, Lula criticou o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, por manter os juros elevados, argumentando que tal política prejudicava o crescimento econômico e penalizava a população brasileira. No entanto, mesmo com a nomeação de um aliado para a presidência do BC, a necessidade de controlar a inflação levou à continuidade da política monetária restritiva.
A presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, também crítica da gestão de Campos Neto, manifestou descontentamento com o aumento da Selic sob a nova liderança do BC. Ela atribuiu a elevação dos juros às decisões da administração anterior, destacando que o novo aumento já havia sido determinado desde dezembro pela direção anterior do Banco Central.
Impacto do aumento do diesel preocupa setor produtivo e governo
O reajuste no preço do diesel, previsto para os próximos dias, reacendeu o alerta sobre os impactos na inflação e na economia brasileira. Assessores presidenciais reconhecem que o aumento vem em um momento delicado, com a taxa inflacionária já pressionada pela alta dos alimentos. No entanto, o governo considera inevitável a correção, pois o combustível está defasado em relação ao mercado internacional há mais de um ano, o que também tem gerado cobranças dos importadores e investidores da Petrobras.
O setor produtivo, especialmente o agronegócio e a logística, demonstra preocupação com os reflexos do aumento no custo do transporte rodoviário, responsável pela maior parte do escoamento da produção no país. Especialistas apontam que o repasse ao consumidor pode ser inevitável, elevando ainda mais a inflação projetada para 2024, que já supera o teto da meta. Diante desse cenário, o Banco Central segue com a política de juros altos para tentar conter os impactos no mercado.
A Petrobras, por sua vez, argumenta que a defasagem do preço do diesel compromete a saúde financeira da estatal e, consequentemente, a capacidade de investimento da empresa. Com a reunião do Conselho de Administração marcada para esta quarta-feira (29), acionistas minoritários devem pressionar por uma política de preços mais alinhada ao mercado internacional. A expectativa é que o reajuste fique entre R$ 0,18 e R$ 0,24 por litro, garantindo um equilíbrio entre os interesses da estatal e as necessidades do país.
Repasse inicial do FPM em 2025 sofre queda real de 7,74% e acende alerta nos municípios
Os municípios brasileiros começam 2025 com um repasse menor do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A primeira parcela, tradicionalmente a mais robusta do mês, será de R$ 7,06 bilhões, antes das deduções do Fundeb. Com os descontos, o valor líquido a ser transferido nesta sexta-feira, 10, cai para R$ 5,65 bilhões, representando uma retração significativa em relação ao mesmo período do ano anterior.
De acordo com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o repasse inicial de 2025 é 4,19% menor que os R$ 7,37 bilhões destinados no início de 2024, e o impacto é ainda mais severo quando ajustado pela inflação, com uma queda real de 7,74%. Essa diminuição reflete o comportamento da arrecadação nacional de Imposto de Renda e IPI nos últimos dias de dezembro, que, embora tenha registrado um aumento de R$ 5,99 bilhões, não foi suficiente para compensar as perdas.
O cenário preocupa, sobretudo diante do crescimento expressivo registrado em 2024, quando o primeiro FPM superou em 13,52% o valor de 2023. Para os economistas da Confederação Nacional de Municípios (CNM), o resultado liga o sinal de alerta, reforçando a necessidade de planejamento financeiro rigoroso por parte das prefeituras, que dependem fortemente desses recursos para sustentar seus orçamentos.
Bancos pressionam por teto de juros maior no consignado do INSS
Os bancos aguardam que o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) eleve o teto de juros do crédito consignado do INSS, atualmente em 1,66%, para cerca de 2% ao mês. A decisão será discutida em reunião extraordinária nesta quinta-feira (9), em meio a críticas das instituições financeiras que consideram inviáveis as operações com as taxas vigentes. Para cartões consignados, o teto atual é de 2,46% ao mês.
A ABBC (Associação Brasileira de Bancos) levou o caso ao STF, argumentando que o CNPS não tem competência para fixar limites de juros, tarefa reservada ao Conselho Monetário Nacional. Em nota, a entidade alerta que diversos bancos associados já suspenderam as operações devido à inviabilidade econômica. Enquanto isso, aposentados e pensionistas acompanham com apreensão a definição, que pode impactar diretamente o custo do crédito disponível.
Presidido pelo ministro Carlos Lupi, o CNPS possui 15 membros, incluindo representantes do governo, aposentados, trabalhadores e empregadores. Além de debater o teto de juros, o colegiado discutirá o calendário de reuniões para 2025. A decisão pode redesenhar o cenário de crédito consignado, afetando milhões de beneficiários e as estratégias das instituições financeiras.
Transferências via Pix acima de R$ 5.000 devem ser comunicadas à Receita Federal a partir deste ano
A partir de 2025, uma nova diretriz relacionada ao sistema de pagamentos instantâneos, o Pix, entrará em vigor. De acordo com essa norma, todas as transferências que ultrapassarem o valor de R$ 5 mil deverão ser comunicadas à Receita Federal. Essa medida visa aumentar a transparência nas transações financeiras e garantir um melhor controle fiscal. Assim, as movimentações que excederem esse limite serão reportadas de forma obrigatória ao órgão responsável pela arrecadação de impostos no Brasil.
A regra foi anunciada em setembro de 2024 e só entrou em vigor em 1º de janeiro. As informações deverão ser enviadas obrigatoriamente via e-Financeira, o sistema eletrônico da Receita que faz parte do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) que coleta dados de contas bancárias, investimentos e previdência privada. O prazo para que os primeiros dados sejam apresentados é até o último dia útil de agosto, dia 29. Já para o segundo semestre, o prazo vai até o último dia útil de fevereiro de 2026.
Banco Central intensifica uso de reservas cambiais para frear alta do dólar
O Banco Central (BC) anunciou que irá realizar mais um leilão de reservas cambiais nesta quinta-feira (26), no valor de US$ 3 bilhões (cerca de R$ 18,5 bilhões). A medida faz parte de uma estratégia para conter a escalada do dólar, que tem pressionado a economia brasileira nos últimos dias.
Desde o início da recente disparada da moeda norte-americana, há cerca de dez dias, o BC já utilizou US$ 27,76 bilhões em reservas. Com o novo leilão, o montante total gasto alcançará US$ 30,76 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 190 bilhões. Essa “queima” acelerada de reservas chama atenção pelo volume elevado em um curto período.
Preço da carne sobe pelo terceiro mês consecutivo, aponta IBGE
O preço das carnes no Brasil registrou alta pelo terceiro mês seguido em novembro, conforme dados do IPCA divulgados nesta terça-feira (10) pelo IBGE. No acumulado dos últimos 12 meses, o aumento chega a 15,43%, com destaque para cortes bovinos como o patinho, que subiu 19,63%, seguido por acém (18,33%), peito (17%) e lagarto comum (16,91%). O fígado foi a única peça com redução, apresentando queda de 3,61%.
Após 18 meses de queda, os preços começaram a subir novamente em setembro de 2024, alcançando, em novembro, um aumento mensal de 8,02%, o maior desde dezembro de 2019. O movimento é atribuído a fatores como clima, ciclo da pecuária, aumento das exportações e variação na renda dos consumidores. A pressão inflacionária na proteína impacta diretamente o orçamento das famílias, sendo um indicador importante para o custo de vida no país.
Dólar dispara mais de 2% e bate R$ 6,11, em reação aos anúncios de Haddad
O dólar voltou a operar em forte alta nesta sexta-feira (29), ultrapassando os R$ 6 nos primeiros momentos do pregão, impulsionado pelo cenário fiscal brasileiro e incertezas sobre medidas anunciadas pelo governo. Essa é a primeira vez que a moeda atinge esse patamar histórico, registrado inicialmente na quinta-feira (28).
Os investidores reagiram negativamente ao pacote fiscal detalhado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que inclui cortes de R$ 70 bilhões em gastos públicos até 2026 e R$ 327 bilhões até 2030. Embora bem recebida inicialmente, a proposta de isentar do imposto de renda pessoas com rendimentos de até R$ 5 mil gerou dúvidas sobre a sustentabilidade do ajuste fiscal, pesando contra os ativos brasileiros.
O mercado também refletiu os dados divulgados pelo IBGE, que apontaram queda do desemprego para 6,2% no trimestre encerrado em outubro, o menor índice da série histórica. Apesar da notícia positiva, o Ibovespa opera em baixa, indicando cautela dos investidores diante do atual cenário econômico.