A Anvisa autorizou testes clínicos no Brasil para a vacina de combate à covid-19 do laboratório Sanofi Pasteur, com sedes na França e nos Estados Unidos, que devem contar com a participação de 150 voluntários brasileiros nos estados da Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.
O ensaio clínico autorizado será de fase ½, quando a vacina é aplicada inicialmente em grupos pequenos de adultos saudáveis e depois em grupos que representam a população alvo que se pretende imunizar. Serão testadas dosagens diferentes para empregar na Fase 3. É nesse momento que o imunizante é testado em um número maior de pessoas, com vistas a avaliar eficácia e segurança.
A tecnologia empregada do imunizante é a de RNA mensageiro. Além do Brasil, os ensaios deverão ocorrer nos Estados Unidos, em Honduras e na Austrália.
Segundo a Anvisa, este é o nono estudo autorizado pela agência para imunizantes contra a covid-19. Foram autorizados testes semelhantes para as vacinas da Pfizer, AstraZeneca, CoronaVac, Janssen, Clover, Medicago e Covaxin.
A cidade de Serra Talhada chegou a impressionante marca de 161 pessoas mortas por consequência da Covid-19. Morreu nessa segunda-feira (5) um agricultor de 38 anos que estava internado na UTI do Hospital Eduardo Campos [localizado em Serra Talhada]. Ele residia no Sítio Barreiro, zona rural.
De acordo com o boletim da Secretaria Municipal de Saúde, em 72 horas a cidade registrou 42 novos caso da doença. No momento são 133 casos ativos, com 120 pacientes em isolamento domiciliar e 13 em internamento hospitalar. 87 casos estão em investigação e 49.343 já foram descartados.
Nas últimas 24 horas foram registrados 1.787 mortes e 62.730 casos de Covid-19 no Brasil. A média móvel de mortes (números dos últimos sete dias, divididos por sete) está agora em 1.557 óbitos diários, queda de 19% em relação há duas semanas.
Agora o país soma, desde o começo da pandemia, 18.854.806 de casos do novo coronavírus e 527.016 mortes em decorrência da doença.
O Conselho Nacional de Secretários de Saúde – CONASS – informou, nesta segunda-feira (5), que o País registrou nas últimas 24 horas 22.703 novos casos e 695 mortes por Covid. O número de mortes com doença desde o início da pandemia chegou a 525.112, e o total de casos aumentou para 18.792.511. Ontem foram registrados 830 mortes e 27.783 novos casos.
Vale lembrar que, devido a redução de pessoal na coleta de dados no fim de semana, é comum os números às segundas-feiras serem menores.
Depois que a reportagem da Folha de São Paulo afirmou que o município de Serra Talhada aplicou em sua população doses vencidas da vacina AstraZeneca, a prefeitura emitiu nota esclarecendo que as 03 (três) doses do lote 4120Z005, com prazo de validade se encerrando em 14 de abril de 2021, foram aplicadas em 28 de janeiro, ou seja, bem antes do prazo expirar.
A Secretaria de Saúde de Serra Talhada tratou o caso como um “erro de informação”, pois, reitera, todas as doses foram aplicadas dentro do prazo.
O governo de Pernambuco acaba de anunciar avanços no Plano de Convivência com a covid-19 a partir da próxima segunda-feira (5), com a permissão de eventos sociais e a ampliação de horários de funcionamento de atividades.
Na macrorregião 1, que contempla o Grande Recife, Mata Norte e Sul e parte do Agreste, os eventos sociais – como aniversários, batizados, casamentos e formaturas – poderão acontecer das 8h às 23h durante a semana, e das 8h às 22h nos finais de semana.
Já nas macrorregiões 2, 3 e 4, essas celebrações estarão permitidas entre 8h e 22h ao longo da semana, e das 8h às 21h aos sábados e domingos. O número máximo de participantes permitido será de 50 pessoas, ou 30% da capacidade do local, o que for menor.
O secretário estadual de Turismo e Lazer, Rodrigo Novaes, explicou as novas regras também para eventos corporativos. “Na macro 1, vão funcionar das 8h às 22h, tanto durante a semana quanto aos sábados e domingos. Antes, podiam acontecer até às 21h nos finais de semana. Já nas macros 2, 3 e 4, os eventos vão poder ocorrer das 8h às 22h na semana, e das 8h às 21h nos finais e semana. O número de participantes, em todas as macrorregiões, será ampliado de 50 para 100 pessoas, ou 30% da capacidade”, esclareceu.
Especialmente para ocasiões como colação de grau, aula da saudade e culto ecumênico, que já estavam permitidos, as novas regras seguem os mesmos horários dos eventos sociais, de acordo com cada macrorregião, e a capacidade permitida nos eventos corporativos. Nesse caso, alimentos e bebidas continuam proibidos. As apresentações e shows com música ao vivo, em qualquer tipo evento, também seguem suspensos.
COMÉRCIO E ATIVIDADES
Na macrorregião 1, os bares e restaurantes terão funcionamento permitido até às 23h nos dias de semana e 22h nos fins de semana. Já nas macros 2, 3 e 4, poderão funcionar até 22h durante a semana e até 21h aos sábados e domingos. “Além disso, no que diz respeito ao funcionamento desses estabelecimentos, eles ganham mais uma hora. Essa é mais uma iniciativa importante para o setor. Evidentemente, os empresários devem seguir cumprindo os protocolos determinados”, complementou Novaes.
Cinemas, teatros e circos agora vão poder abrir às 9h e seguir até 23h durante a semana, e das 9h às 22h nos finais de semana, na macro 1. Já nas macros 2, 3 e 4, vão poder funcionar das 9h às 22h na semana, e das 9h às 21h nos finais de semana. O número de pessoas permitido nesses locais passará de 100 para 200, ou 50% da capacidade do loca, o que for menor.
Os museus e demais equipamentos culturais também terão a carga horária ampliada, passando a funcionar das 9h às 22h na semana e ns finais de semana na macro 1. Nas macros 2, 3 e 4, estarão abertos das 9h às 22h na semana, e das 9h às 21h nos finais de semana. Já os clubes sociais terão permissão para funcionar uma hora a mais na macro 1, das 5h às 23h na semana e das 5h às 22h nos finais de semana. No restante do Estado, esses estabelecimentos estarão liberados das 5h às 22h na semana e das 5h Às 21h aos sábados e domingos. Seguem proibidos, nos clubes, o uso de saunas e apresentações de músicos ao vivo.
As 2h da madruga desta sexta-feira (02) foi confirmada a morte do paciente Airton Soares da Silva, 53 anos, que estava em uma das UTIs do Hospital Eduardo Campos em Serra Talhada. Ele morava no bairro Ipsep e tinha comorbidades.
No boletim de ontem, quarta-feira (30), a Secretaria de Saúde de Serra Talhada confirmou que em 24 horas foram registrados mais 36 de casos de covid-19. São 18 pacientes do sexo masculino e 18 do sexo feminino, com idades entre 09 e 79 anos. Os diagnósticos vieram através de 23 exames Swabs, 01 exame particular e 12 testes rápidos.
Desde o começo da pandemia Serra já registrou 9.604 casos positivos, destes, 9.330 pacientes estão recuperados do novo coronavírus, 158 pessoas morreram em decorrência da doença e 49.029 testes deram negativo. Atualmente a saúde do município monitora 116 casos ativos, com 99 pacientes em isolamento domiciliar e 17 internados em hospitais.
Internamentos:
17 serra-talhadense estão internados, são 14 na UTI, todos no Hospital Eduardo Campos [o HOSPAM está em manutenção e os pacientes foram transferidos para lá]. 03 pacientes em leitos clínicos, sendo 01 no Eduardo Campos e 02 nos Leitos de Retaguarda do Hospital São José.
Em comunicado global divulgado nesta quarta-feira (30), a farmacêutica indiana Bharat Biotech destacou que o Brasil contou com condições melhores do que outras nações para a compra da Covaxin, que deve reforçar em breve a imunização no País.
No comunicado, a multinacional indiana também ressalta que a parceria com a Precisa Medicamentos segue o mesmo modelo adotado em todos os países onde suas vacinas são fornecidas e nos quais não possui escritórios próprios.
Em relação aos preços ofertados no Brasil, a fabricante da Covaxin explica que, ao contrário das negociações já efetivadas em outros países, não recebeu do governo brasileiro nenhuma antecipação de pagamento – assim como reforça que o valor de US$ 15 ofertado ao Brasil é inferior ao praticado em outros mercados.
Além de o Brasil ter ficado na faixa inferior de preços globais da companhia (entre US$ 15 e US 20), a Bharat Biotech lembra que a Covaxin conta com transporte e armazenamento de longo prazo, entre 2ºC e 8ºC, sem a necessidade, portanto, de condições de armazenamento congelado, reduzindo os custos locais de infraestrutura, distribuição e logística. Os frascos multidoses também reduzem o desperdício de frascos abertos, como pode ocorrer com outras vacinas.
A fabricante acrescenta, ainda, que a Covaxin já recebeu autorização de uso de emergência em 16 países e tem acordos em andamento com outros 50 países, além de já ter sido exportada para diferentes nações.
Em relação ao pagamento dos imunizantes, a farmacêutica acrescenta que a Madison Biotech é integrante da Bharat Biotech e foi criada com o propósito de Pesquisa & Desenvolvimento externo, vendas e marketing de vacinas globalmente, já que a companhia tem portfólio de 20 produtos que são exportados para mais de 123 países e já distribuiu mais de 4 bilhões de doses de vacinas em todo o mundo.
Eduardo Pazuello afirmou à Procuradoria-Geral da República que, no dia 22 de março, véspera de sua demissão no Ministério da Saúde, mandou o então secretário-executivo da pasta, Elcio Franco, fazer uma “averiguação prévia” sobre indícios de irregularidades no contrato da Covaxin.
O general disse que atendeu a um pedido de Jair Bolsonaro que, segundo ele, no mesmo dia, lhe pediu uma apuração preliminar sobre os fatos relatados no dia 20 de março pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF) no Palácio da Alvorada.
“Após a devida conferência, foi verificado que não existiam irregularidades contratuais, conforme já previamente manifestado, inclusive, pela Consultoria Jurídica da Pasta da Saúde”, afirmou Pazuello no ofício enviado à PGR.
Pazuello disse que o responsável pela contratação era Elcio Franco, que, segundo o ex-ministro era quem tinha “maior expertise para apreciar eventual não-conformidade contratual”. Disse que ele fez uma “avaliação cautelosa e criteriosa” do caso.
Ele também afirmou que a administração pública tem a prerrogativa de realizar uma averiguação prévia antes de encaminhar denúncias para outros órgãos de investigação.
A manifestação de Pazuello foi enviada à PGR para subsidiar o órgão diante da notícia-crime apresentada por senadores da CPI da Covid que exigem uma denúncia contra Bolsonaro por prevaricação. O ex-ministro disse que não há “justa causa idônea” para dar prosseguimento à acusação e pediu o arquivamento do pedido dos senadores.
“Não há que se cogitar minimante qualquer ocorrência de crime ou ato de improbidade, considerando que houve a escorreita e tempestiva adoção de providências, seja por parte do Exmo. Senhor Presidente da República seja por parte deste subscritor”, afirmou.
Ele ainda pediu que Augusto Aras avalie a possibilidade de investigar Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Jorge Kajuru (Podemos-GO) e Fabiano Contarato (Rede-ES) pelo crime de abuso de autoridade, por antecipação de culpa sobre o presidente no caso.