Além de nomes de peso nacional e estadual do Democratas, a filiação do prefeito Miguel Coelho terá a presença de lideranças de outras sete siglas partidárias. O evento marcado para este sábado, às 10h, no Armazém 14, bairro do Recife, contará ainda com mais de 30 prefeitos das quatro regiões pernambucanas.
O ato político reunirá no total cerca de 500 políticos e convidados de todo o Estado. Segundo Miguel, o evento pretende levar uma mensagem de esperança para as forças políticas do Estado e para a população. “É o início de uma construção, de um debate que o Democratas deseja promover com outros partidos, com a sociedade, com todos que querem fazer a mudança em Pernambuco. Precisamos nos unir todos, discutir a realidade da vida das pessoas, levar esperança e apresentar propostas para superar esse momento difícil que Pernambuco atravessa”, avalia o prefeito.
A filiação de Miguel Coelho ao DEM é uma das primeiras movimentações políticas do partido para construir uma candidatura ao Governo do Estado para 2022. Após o evento, o Democratas deve promover encontros para discutir pautas relacionadas a temas de interesse da população como a recuperação da economia, saúde pública, a situação das estradas, abastecimento de água, geração de empregos, segurança, entre outros assuntos.
Nessa quarta-feira (15), em entrevista à Rádio Jovem Pan, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou que a reeleição foi o maior erro político que já aconteceu no País e que há uma fixação constante na recondução dos mandatos. Disse o ministro:
“Eu considero que [a reeleição] foi o maior erro político que já aconteceu no país”, declarou o ministro da Economia, que vem tentando achar espaço no Orçamento para turbinar o Bolsa Família e aumentar as chances eleitorais de Jair Bolsonaro.
“Quando foi criada a emenda de reeleição, no primeiro ano todo mundo fala que podemos fazer alguma coisa, no segundo ano tem eleição municipal, no terceiro ano ‘tem que fazer tudo agora porque o quarto ano é de eleição e não dá tempo’, no quarto ano é de eleição. Então, fica quase uma fixação de reeleição o tempo inteiro”, disse Guedes.
Para quem não lembra, a emenda constitucional que permitiu a reeleição de prefeitos, governadores e presidente, foi aprovada em fevereiro de 1997, no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso. FHC se reelegeu para um segundo mandato que durou de 1998 a 2002, mas anos depois também tachou a medida de “erro”.
O site O Antagonista mostrou que, enquanto o governador de São Paulo, João Doria, estava no carro de som do MBL prestes a discursar, os manifestantes começaram a cantar “Bolsonaro é corno”. Diante de apoiadores no cercadinho do Palácio da Alvorada, o presidente afirmou que algumas autoridades “perderam a noção da realidade” e estão partindo para ataques pessoais.
“O que o cara falou em São Paulo falou da minha esposa é inacreditável. Não repassei esse vídeo, mas deve estar rodando por aí. É sinal que perderam a noção da realidade e partem para questões pessoais, da família da gente. Não vão me tirar daqui de jeito nenhum.”
“Bolsonaro é corno” faz referência à denúncia de um ex-funcionário da família Bolsonaro que disse ao Metrópoles que a ex-mulher do presidente foi retirada do comando do esquema de rachadinha do gabinete de Flávio porque traiu Bolsonaro com um segurança.
Marília Arraes disse nessa sexta-feira (10) ao portal Leia Já que já avisou a Lula o seu desejo de disputar a sucessão estadual do ano que vem e que já se coloca como pré-candidata. Formalmente PSB e PT ainda não bateram o martelo pela aliança no estão em torno da candidatura de Lula a presidente, supomos que condicionado ao apoio dos petistas a o candidato do PSB a governador. O Perdido Socialista Brasileiro comanda Pernambuco e, apesar de mostrar fadiga perante o eleitorado e cidadão pernambucano, parece longe a ideia de abrir mão de uma cabeça de chapa.
Disse Marília durante entrevista a Rádio Clube de PE: “Hoje, o meu nome está colocado como pré-candidata ao Governo do Estado, é isso que a gente tem em mente. As chances de a gente ter essa candidatura em 2022 são maiores do que em 2018. Fiquem atentos, muitos dizem que a aliança com o PSB já está certa, mas não está”. “Já coloquei meu nome à disposição do partido e vamos seguir com esse projeto, sempre alinhados com as diretrizes que o presidente Lula determinar”, salientou.
Em 2020 a neta de Miguel Arraes promoveu uma batalha interna para viabilizar o seu nome para concorrer contra João Campos, também neto do ex-governador e seu primo, da qual saiu derrotada.
Apesar de notadamente não ter interesse de largar o poder, as gestões ruins de Paulo Câmara no Estado e de Geraldo no Recife, a do segundo marcada por irregularidades e sucessivas operações da Polícia Federal, tornaram a manutenção do poder mais trabalhosa, pois a sigla ainda busca um nome competitivo eleitoralmente. Geraldo, não fossem os problemas com a justiça, certamente seria o nome, mas diante do cenário já disse que “não pretende disputar nenhum cargo em 2022”.
Marília aponta esta fragilidade do PSB e argumenta que, diante deste dilema, o partido comandando pela viúva Renata Campos promove ataques para enfraquecer uma possível candidatura dela e que diante do atual cenário trabalha com um eventual apoio de Lula “porque precisam se agarrar na força política dele”, analisou.
Marília disse ainda que se fosse feita uma “pesquisa hoje, você vai ver que 60% do eleitorado pernambucano diz que vota em quem o presidente Lula indicar”. “Ele tem uma força muito grande”, pontuou.
Na manhã de hoje, por volta das 9h30, o Presidente da República – Jair Bolsonaro – chegou a terra da moda, Santa Cruz do Capibaribe para participar de motociata ao lado de apoiadores da cidade e de outras regiões do estado. Muitas motocicletas podem ser vistas, mas mais que isso, foi vista a presença de grande público as margens do percurso vibrando com o presidente e até entoando o grito de “Mito”. No vídeo abaixo [postado no Instagram do presidente] as cenas descritas acima podem ser vistas:
A rápida passagem de Bolsonaro, natural pré-candidato a reeleição, pela região nordeste, contrasta com a visita de Lula há alguns dias. Em Pernambuco o petista se reuniu apenas com lideranças politicas e visitou somente aliados do MST. Para banho de mar no Ceará, ao lado da namorada Janja, o pré-candidato do Partido dos Trabalhadores necessitou da colaboração do governo local que interditou um trecho de 500 metros para que pudesse tomar banho tranquilamente.
Os dois cenários nos obrigam a refletir sobre aquilo que dizem os levantamentos sobre intenção de votos de diversos institutos de pesquisa: Lula, que não mostrou ter o poio das pessoas durante passagem pela região onde é mais popular, aparece liderando a maioria destes cenários contra um pré-candidato que dizem é impopular no Nordeste, mais que no entanto, como mostram vídeos do evento realizado em Santa Cruz, consegue atrair o povo para prestigiar sua passagem pela cidade.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, rejeitou o pedido de impeachment feito pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O senador anunciou a decisão nesta quarta-feira (25).
Pacheco recebeu nesta quarta parecer da Advocacia-Geral do Senado considerando o pedido improcedente por aspectos jurídicos e políticos.
Segundo o entendimento da área jurídica e do próprio senador, não haveria adequação à chamada Lei do Impeachment e, portanto, faltaria “justa causa” para acolhê-lo.
“Como presidente do Senado, determinei a rejeição da denúncia e o arquivamento do processo de impeachment. Esse é o aspecto jurídico. Mas há também um aspecto importante que é a preservação de algo fundamental que é a separação dos poderes, e a necessidade de que a independência dos poderes seja garantida e que haja a relação mais harmoniosa possível”, disse Pacheco em pronunciamento.
Bolsonaro apresentou o pedido de impeachment contra Moraes na última sexta-feira (20) mesmo sabendo que ele não seguiria adiante, conforme alertas feitos pela área política do governo.
Miguel Coelho, prefeito de Petrolina e pré-candidato a Governador de Pernambuco, aceitou o convite do Presidente Estadual do DEM, Mendonça Filho, e vai deixar o MDB. A decisão foi tomada hoje (25.08) em Brasília em ato que contou com a presença do Presidente Nacional do partido, ACM Neto. A oficialização da mudança de legenda está marcada para daqui um mês, dia 25 de setembro, em novo encontro que está marcado para ocorrer em Recife.
Depois de ter o MDB negado pelo Presidente Estadual Raul Henry, Miguel não perdeu tempo e mostra que não está para brincadeira quanto a apresentar um projeto de governo diferente daquele em execução pelo PSB, que segue questionado e mal avaliado pelos pernambucanos, certamente sentindo o desgaste natural do tempo, pois são quatro mandatos [dois de Eduard Campos e dois de Paulo Câmara], além, é claro, pelo desgaste pelos excessos e cometidos neste tempo pela cúpula que comanda a legenda no estado.
Na nova casa, Miguel terá o espaço que lhe foi negado no atual partido, que preferiu permanecer na Frente Popular – provavelmente com PSB, PT e outros partidos satélites no estado. No encontro de hoje, na batido do martelo para a troca de legenda, o prefeito de Petrolina disse que encontra no Democratas o ambiente e as condições para debater o futuro político de Pernambuco e que está “à disposição do partido para contribuir para o regaste do protagonismo do Estado e para a construção de um novo tempo para Pernambuco. Há um sentimento de fadiga com as forças políticas que governam o Estado e um claro desejo de renovação”, afirmou.
A movimentação de Miguel Coelho é importante, pois terá as condições necessárias para apresentar seu projeto, mas ele sabe que é preciso unidade chegar ao Palácio do Campos das Princesas, por isso, ele disse que vai buscar através do diálogo e da convergência de ideias, apresentar um projeto de mudança capaz de inspirar confiança no povo pernambucano e que seja capaz de devolver ao cidadãos a esperança, o que o PSB não consegue mais. Na mesma linha de pensamento, Mendonça Filho disse defender “a unidade” e entender “que o momento agora é de colocação de pré-candidaturas para o debate aberto com a sociedade”. Ele fez questão de destacar que que respeita as pré-candidaturas do prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, e da prefeita de Caruaru, Raquel Lyra.
Mendonça lembrou da deputada estadual e presidente do Democratas no Recife, Priscila Krause, uma parlamentar que tem feito um trabalho irretocável, tendo sido figura principal de fiscalizações e denúncias de atos graves da gestão de Geraldo Júlio na prefeitura da capital, que acabaram sendo alvos da Polícia Federal e do TCU. “Priscila tem um excelente trabalho e é uma força grande no Recife e Região Metropolitana”, destacou Mendonça.
Ele avaliou que, com o fim das coligações, com a indicação de que o Senado manterá as regras atuais, a formação de chapa para a Câmara Federal e Alepe será fundamental para o fortalecimento de qualquer partido: “Hoje nós temos três deputados estaduais – Priscila Krause, Antônio Coelho e Gustavo Gouveia. Vamos montar chapa para reeleger os atuais deputados estaduais e ampliar a bancada na Assembleia e aumentar a representação na Câmara Federal com a reeleição de Fernando, a minha eleição e a de outros federais pelo Democratas”, afirmou Mendonça.
A filiação do prefeito de Petrolina será com a presença do presidente nacional do Democratas, ACM Neto.
Está no blog do Lauro Jardim em O Globo, publicada na tarde desta quarta-feira (25), uma frase dita pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão, quando questionado sobre a influência do Brasil na América, ele disse:
— Todo mundo tem uma estratégia até levar o primeiro murro na cara. Quem é o autor? Mike Tyson, um grande filósofo pós-moderno. Então, é interessante que a gente tenha consciência disso aí.
A declaração foi dada durante participação no seminário do Instituto General Villas Bôas sobre a Amazônia, nesta quarta.
A Justiça Eleitoral cassou o mandato do vereador petrolinense Júnior do Gás (Avante), acusado de fraudar a cota de gênero na eleição do ano passado. A sentença também cassou todos os suplentes que concorreram pela sigla dele. Com isso, quem assume o lugar deixado por ele no parlamento da Capital do São Francisco é Lucinha Mota (PSOL).
Lucinha Mota é mãe da menina Beatriz Angélica Mota, que foi covardemente assassinada no dia 10 de dezembro de 2015, quando tinha 7 anos de idade. O crime ocorreu durante uma festa de formatura no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora onde ela estudava e onde o pai dava aula.
No campo da oposição, quando se trata de sucessão estadual, analistas e até institutos de opinião têm incluído apenas três nomes: os dos prefeitos Anderson Ferreira (Jaboatão), Raquel Lyra (Caruaru) e Miguel Coelho (Petrolina). Nenhum deles se insere no perfil bolsonarista nem faz questão do apoio da corrente, muito menos tem algum tipo de relação com o presidente Jair Bolsonaro, que terá palanque em todos os Estados.
No universo bolsonarista em Pernambuco, nem a deputada-pastora Clarissa Tércio, do PSC, nem o presidente estadual do PTB, Coronel Meira, goza da simpatia e da confiança do presidente da República. O nome da preferência de Bolsonaro é o do ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, auxiliar do primeiro time que goza da confiança e tem, na verdade, não apenas relação de trabalho, mas sobretudo de amizade e pessoal. São amigos há mais de 20 anos, desde quando se conheceram no aeroporto de Brasília.
À espera do avião para Tocantins, Estado em que exerce a atividade de fazendeiro, Gilson lia notícias na sala de embarque quando o então deputado federal Jair Bolsonaro, rumo ao Rio, pediu o jornal emprestado. A partir dali, uma amizade foi selada, mais adiante Bolsonaro foi conhecer a fazenda de Gilson e este começou a usar suas duas rádios, uma em Gravatá e outra em Maragogi, em Alagoas, Estado que planta coco e tem um hotel, para defender o projeto presidencial do hoje chefe da Nação.
Na campanha de 2018, Gilson cruzou o País com Bolsonaro. Eleito, Bolsonaro fez Gilson presidente da Embratur. Conhecedor da área, o pernambucano deu conta do recado, fez muito mais do que se esperava. Em pouco tempo, virou ministro do Turismo e deixou seu sucessor na Embratur, Carlos Brito, o que revela sua força com o chefe. Afinal, são dois cargos extremamente visados pela base de apoio do Governo no Congresso e Gilson não tem mandato eletivo. Seu mandato é a confiança cega que o chefe tem nele.
Se Bolsonaro não lançou ainda o nome de Gilson para o Governo de Pernambuco é porque, naturalmente, o timing não é o ideal. As apostas em Brasília, entretanto, se dão na direção de que o candidato do bolsonarismo no Estado para entrar na briga da sucessão de Paulo Câmara atende pelo nome de Gilson Machado Neto. E aconselho os institutos de opinião a incluir o seu nome em todas as pesquisas a partir de agora.