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Nem luxo, nem lixo: novo endereço e casamento contrastam com falas de Lula

Informações da Revista Veja

É raro um contrato de aluguel incluir uma cláusula de confidencialidade que impeça locador e locatário de prestarem qualquer informação sobre o negócio. No bairro Alto de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, existe uma casa protegida por um dispositivo assim. É lá que moram o ex-presidente Lula e sua nova esposa, Rosângela da Silva, a Janja, que se casaram na quarta-feira 18. Apenas um grupo muito restrito de assessores e amigos íntimos do ex-presidente sabe o local exato. Os vizinhos nem sequer desconfiam. No PT, o assunto é proibido. Sigilo à parte, o novo endereço do ex-presidente chama a atenção por uma radical mudança de paradigma. Lula sempre se empenhou em mostrar que, apesar do poder e do dinheiro, se mantinha fiel às origens. Mesmo depois de deixar o governo, 27 milhões de reais mais rico, ele continuou morando no modesto apartamento de 186 metros quadrados em São Bernardo do Campo (SP), onde residia desde a década de 90.

A novidade, portanto, surpreende – mas não exatamente apenas por essa razão. O sobrado do casal fica em um bairro chique da capital paulista, tem 700 metros quadrados, quatro suítes, oito banheiros, living, piscina, jardim, edícula e churrasqueira. Até aí, tudo bem. Se as despesas são bancadas por ele, não há nada de errado. A questão é a dissonância com o seu discurso. No mês passado, em um evento de sua pré-campanha, o ex-presidente curiosamente fez duras críticas à classe média brasileira, esbanjadora e exibicionista, segundo ele. “Nós temos uma classe média que ostenta um padrão de vida que em nenhum lugar do mundo a classe média ostenta”, disse. Para Lula, é preciso “dar aula” a esses brasileiros sobre “o que é necessário para sobreviver”, limitando o exagero no consumo de bens materiais. “Eu quero ter uma televisão. Não precisa ter uma em cada sala. Uma televisão já tá boa. Na medida que você não impõe limite, você faz com que as pessoas comprem um barco de 400 milhões e compre um outro barco para pousar o seu helicóptero”, ensinou.

A julgar pela nova moradia ou pela sua requintada festa de casamento, ou o petista não se considera mais de classe média e, portanto, não estaria enquadrado nos limites que ele estabelece para os outros, ou prega uma coisa e pratica outra. O sobrado, além de televisões, cinco vagas na garagem e sala de ginástica, é rodeado por muros altos que impedem qualquer observação externa sobre o que se passa lá dentro. A privacidade é uma preocupação. Para garanti-la, Lula mandou plantar uma cerca viva em cima dos muros, que já são altos, dificultando a visualização da propriedade, que tem 800 metros quadrados de área total. Nem Lula nem seus assessores revelam detalhes do contrato, justificando que estão impedidos de fazê-lo por causa da tal cláusula de confidencialidade. Mas é possível ter uma ideia. No ano passado, uma imobiliária oferecia a casa por exatos 20.500 reais de aluguel por mês. Caso o interessado quisesse comprar o imóvel, o valor de venda era de 5 milhões de reais. Lula, até onde se sabe, apenas alugou.

Alto de Pinheiros é uma das áreas que têm o metro quadrado mais valorizado da cidade, um lugar arborizado, de pistas largas e bucólico para os padrões da capital paulista. A segurança, aliás, foi um dos pontos observados na escolha da nova casa. Como ex-presidente, Lula tem direito a quatro agentes do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI). O local facilita muito o trabalho da equipe de proteção. As vias mais amplas e menos movimentadas permitem um maior controle sobre a aproximação de carros e pessoas. O sobrado também tem uma guarita e dois portões de acesso, um deles pelos fundos, o que possibilita a entrada e saída de veículos de maneira rápida, caso a situação exija, e discreta, caso seja necessário. A rua é toda monitorada por câmeras e vigiada por guardas particulares contratados pelos moradores. A estrutura ainda conta com um reforço extra, graças a um vizinho tão ilustre quanto Lula: o ex-presidente Michel Temer, que mora no mesmo bairro.

VEJA acompanhou a rotina da casa por três dias. No local, realmente não existe qualquer indicação de que um ex-presidente da República reside ali. Pelo contrário, os funcionários são orientados a ocultar a identidade do morador. “O Lula não mora aqui”, desconversou um segurança. A negativa, porém, não resiste a uma checagem simples de algumas evidências. Do lado de fora da residência, um Golf branco, com placa de São Paulo, permanece parado na saída dos fundos. Pela placa, descobre-se que o carro pertence a um sargento do Exército, lotado no GSI e membro da equipe de segurança do petista. Dentro da casa, permanece estacionado um Honda Civic preto, com placas frias e vidros totalmente escuros, também usado no esquema de segurança do ex-presidente. Mas a ordem, mesmo assim, é manter o sigilo.

Indagado sobre o aluguel, Lula preferiu não responder. Procurado para falar sobre o novo endereço do ex-presidente, o PT silenciou. O dono da casa, o empresário argentino Federico Las Heras, que já foi preso e acusado de evasão de divisas e lavagem de dinheiro, também não quis se pronunciar. O pacto de silêncio só foi quebrado na semana passada, quando um amigo do ex-presidente entrou em contato com a reportagem para confirmar que, sim, Lula realmente está residindo no local. “O contrato foi celebrado diretamente entre Lula, Janja e o proprietário. É ele quem paga. Posso garantir que não tem nada demais nesse negócio”, informou. De fato, fora a contradição entre o discurso e a prática, não há qualquer impeditivo de o ex-presidente morar num lugar confortável e onde se sinta seguro. Estranho apenas é tentar esconder isso dos eleitores – reserva que, aliás, se repetiu em relação ao badalado casamento dele, que recepcionou familiares, políticos e artistas num dos salões mais caros de São Paulo.

Foi uma festa idealizada para 200 convidados muito especiais. Para manter o segredo sobre o local, os convivas foram informados apenas de última hora sobre o endereço da cerimônia, orientados a não fotografar e tiveram os celulares recolhidos logo na entrada, o mesmo procedimento adotado em relação aos garçons e funcionários do bufê. Os registros visuais da celebração ficaram a cargo do fotógrafo oficial do ex-presidente e a distribuição das imagens, sob a responsabilidade da equipe do PT que cuida da campanha. Foram seis meses de planejamento, da escolha do vestido da noiva (costurado pela estilista Helô Rocha) às bebidas (espumante de uma das melhores casas nacionais, vinhos espanhóis e cerveja) e iguarias (casquinha de siri, musse de queijo canastra, bobó de camarão) — detalhes que, como Lula e o PT tentaram evitar, serviram de munição para memes e críticas ácidas contra o casal na internet.

Os adversários do petista se deliciaram nas redes sociais diante dos detalhes da “farra gastronômica”, o que é uma tolice – como também é uma tolice imaginar, como queriam os petistas, que um evento envolvendo um candidato à presidente da República não iria despertar a curiosidade, provocar perguntas incômodas e comentários maldosos de opositores. De novo, ressalte-se, o ex-presidente, como qualquer pessoa, tem o direito de convidar quem quiser e escolher do bom e do melhor para servir a seus convidados. O PT, também com certa razão, diz que isso é um assunto privado. O problema é que a própria campanha de Lula se encarregou de alimentar a polêmica, ao postar imagens da festa, acompanhadas de mensagens de clara conotação eleitoral. É, de novo, uma contradição entre o discurso e a prática do petista – um comportamento errático cada vez mais comum desde que ele voltou ao centro do palco político.

Nascido numa cidade pobre do interior do Nordeste, Lula passou fome, a família migrou para a cidade grande, onde ele aprendeu uma profissão, se dedicou ao sindicalismo, derivou para a política e, após três tentativas, chegou à Presidência da República. Depois disso, o petista foi investigado por corrupção, em dois casos que envolveram imóveis: o notório tríplex do Guarujá, segundo o Ministério Público, adquirido pelo petista com dinheiro desviado dos cofres públicos, e o sítio em Atibaia, reformado por empreiteiras envolvidas no escândalo da Petrobras. Por causa disso, Lula foi condenado a 26 anos de prisão, ficou 580 dias na cadeia, na sequência teve as sentenças anuladas pela Justiça e atualmente lidera as pesquisas de intenção de voto para retornar ao Planalto.

Essa versão 3.0 de Lula, no entanto, tem, muitas vezes, se revelado enigmática e contraditória. Em sua sexta candidatura a presidente, ele fala nos bastidores que vai priorizar um discurso conciliatório, estendendo a mão ao diálogo com setores de centro e prometendo moderação. Afirma que, se eleito, vai incorporar a versão “paz e amor”, de 2002, e não a de radical de esquerda de 1989, ano em que disputou pela primeira vez o cargo. O ex-presidente usa o casamento com Janja como prova de que, tanto na sua vida pessoal quanto num eventual governo, não haverá espaço para ressentimentos ou acerto de contas com antigos adversários.

Esse discurso, no entanto, tem sido posto em xeque pelo próprio Lula. Desde que deixou a prisão, o petista defendeu uma dezena de vezes a regulação da mídia, uma ideia fixa que nunca encontrou eco no Congresso e na sociedade. Numa convocação à coação, ele também exortou sindicalistas a pressionarem parlamentares, inclusive batendo à porta da casa deles, para exigir apoio às suas demandas. Lula foi ainda aconselhado a pedir indenização em razão das condenações impostas a ele pelo ex-juiz Sergio Moro e desferiu críticas pesadas à classe média. O fato é que, se há amor nesta pré-campanha, há da mesma maneira disposição para o confronto. O ex-presidente já falou em revogar o teto de gastos e revisar a reforma trabalhista, sem dar detalhes do que pretende fazer. Também não explica como será sua política econômica nem dá pistas de quem poderá ser o seu ministro da Economia.

Por enquanto, há pouquíssimas certezas. Uma delas é a posição contra a privatização da Petrobras, dos Correios e da Eletrobras. Outra, a resistência intransponível de reconhecer que grandes esquemas de corrupção operaram dentro dessas empresas, enriquecendo pessoas e financiando as alianças políticas que sustentaram os governos do PT. De resto, uma certa bruma que prega uma realidade e vive outra. Está na hora de o candidato reconhecer que pequenos luxos e algumas mordomias, desde que desfrutados legitimamente, não são necessariamente abomináveis e nem sinônimos de esbanjamento ou exibicionismo. Apenas a vida real.

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Raquel Lyra prestigia Festival de Jericos em Vicência e reafirma a importância da valorização cultural

A pré-candidata a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), prestigiou o XXIX Festival Regional dos Jericos da Vila Murupé, em Vicência, Zona da Mata Norte, neste domingo (22). A postulante foi recebida pelo prefeito do município, Guiga Nunes (Cidadania), e circulou pela comunidade conversando com moradores. Em seguida, conferiu o festejo popular, que não acontecia há dois anos anos por causa da pandemia.

“Aqui no festival em Vicência são dois anos sem as atividades culturais. Sabemos o quanto elas são importantes para o coração do nosso povo, que carece de um bocadinho de alegria. E o mais importante é que gera emprego e renda para nossa gente. Então, prestigiar o calendário cultural, garantir o seu funcionamento e incentivar os diversos movimentos culturais do nosso estado são prioridades”, declarou Raquel Lyra, na ocasião.

O encontro reuniu ainda o deputado federal Daniel Coelho (Cidadania), o pré-candidato a deputado federal, Bruno Ribeiro (PSDB); o vice-prefeito do município, Eder Walter (Cidadania); o presidente da Câmara de Vereadores de Vicência, Gerson Neinho, e demais parlamentares; o ex- prefeito de Nazaré da Mata, Nado Coutinho; o vereador Saraiva, do município de Aliança; o vereador Sandro da Uva, de São Vicente Ferrer; a liderança política Aldo Gouveia, e o médico Eriberto Quental, ex-prefeito de Condado.

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Miguel Coelho participa de encontro com lideranças evangélicas em Petrolina

O pré-candidato a governador Miguel Coelho conversou, neste sábado (21), em Petrolina, com um grupo de lideranças do segmento evangélico. Pastores, missionários, entre outros representantes de várias regiões pernambucanas estiveram na capital do Sertão do São Francisco. A reunião faz parte de uma série de debates com integrantes da Igreja para discutir as prioridades para Pernambuco e para o público cristão.

O pré-candidato a governador do União Brasil se apresentou aos líderes religiosos como uma alternativa de reconstrução de Pernambuco. Ele pontuou indicadores da situação de deterioração que o estado vive em diversas áreas como emprego, segurança e saúde. O pré-candidato falou ainda de sua gestão como prefeito, na qual alcançou aprovação de 90% e deixou Petrolina com a melhor qualidade de vida do Nordeste e uma das 8 maiores geradoras de emprego do Brasil.

Por fim, Miguel ressaltou que a população cristã terá um papel decisivo no debate eleitoral de 2022. “Esse é um momento de Pernambuco que caberá muita reflexão. As famílias cristãs viram o que aconteceu nessa pandemia, e não só isso, nos últimos oito anos. Vamos deixar as coisas como estão aí ou encontraremos um novo caminho de esperança? Acredito que não há dúvidas para todo o povo evangélico que é necessária a mudança.”

O encontro com lideranças cristãs contou com a presença do presidente da Assembleia de Deus Pernambuco, Eliseu Virginio, do pastor Jairinho (pré-candidato a deputado federal), dos deputados estaduais Romero Sales Filho e Antonio Coelho; além do prefeito Simão Durando. Após a reunião, Miguel acompanhou um culto na concha acústica de Petrolina.

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Pernambuco volta a ser estado mais violento do Brasil e Miguel Coelho cobra reação do Governo do Estado

Pernambuco é o estado com a maior taxa de crimes violentos do país. São 10 mortes por cada 100 mil habitantes, com aumento de 2,4 casos entre janeiro de março de 2022 em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Em número absoluto de vítimas, Pernambuco aparece em 2º lugar nacional, com 963 mortes, atrás apenas da Bahia, que registrou 1.326 no primeiro trimestre do ano. O aumento da violência em Pernambuco está na contramão do cenário nacional. Enquanto o Brasil registrou queda de 6% no número de assassinatos, o estado teve aumento de 16,3%.

Os dados foram apontados pelo pré-candidato a governador Miguel Coelho como uma clara evidência da crise de segurança em Pernambuco. Durante um encontro, nesta quarta-feira (18), com representantes do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), o político sertanejo disse que o Governo do Estado precisa reagir e dar condições de trabalho para as forças de segurança conterem a onda de criminalidade.

“Tenho dito que o Pacto pela Vida faliu, que precisamos atualizar a forma de combater a violência. O crime evoluiu e não são dadas as condições adequadas para a polícia enfrentar os bandidos. O resultado está aí, Pernambuco volta a ser o estado mais violento. O PSB perdeu completamente as condições de conduzir essa renovação, falta liderança. Precisamos reagir, e para isso é necessária uma grande mudança nos rumos de Pernambuco”, afirmou o pré-candidato a governador do União Brasil.

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Pernambuco confirma mais 312 casos e quatro mortes pela Covid-19

A Secretaria estadual de Saúde (SES-PE) confirmou, nesta terça (17), mais 312 casos do novo coronavírus. Também foram registradas quatro mortes provocadas pela doença.

Ao todo, desde o começo da pandemia, Pernambuco totaliza 931.418 casos confirmados da doença, distribuídos por todos os 184 municípios, além do arquipélago de Fernando de Noronha. São 58.578 graves e 872.532 leves. Eles estão distribuídos por todos os 184 municípios, além do arquipélago de Fernando de Noronha. Foram, até o momento, registradas 21.671 mortes no total.

Sobre os dados deste terça-feira, as mortes são consideradas “antigas” pelo governo., ocorridas entre 17 de fevereiro e 5 de março deste ano. As vítimas eram todas mulheres, uma de Canhotinho (1), outra de Jataúba (1), uma de Riacho das Almas (1) e mais uma em Salgueiro (1). Elas tinham entre 54 e 69 anos. As faixas etárias são: 50 a 59 (2) e 60 a 69 (2).

Duas apresentavam doenças preexistentes: diabetes (1), doenças cardiovasculares (1) e imunossupressão (1). Um paciente pode ter mais de uma comorbidade. Dois casos seguem em investigação.

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Ministério sugere mudança na política da Petrobras que reduziria em até 15% o preço dos combustíveis

informações da Jovem Pan

Uma ideia que teria surgido no Ministério de Minas e Energia prevê uma mudança na forma como a Petrobras calcula o preço do petróleo que vai para as refinarias brasileiras. Segundo estudos preliminares, uma mudança poderia acarretar uma redução de até 15% nos preços dos combustíveis. Hoje, a estatal usa o chamado preço cif, que inclui custos de importação do petróleo, frete, logística, armazenagem segura e outras variáveis. Isso é calculado mesmo quando o petróleo é produzido no Brasil. A proposta do ministério é que seja trocado o cif pelo fob, mas a ideia não repercutiu muito bem entre a direção e os acionistas.

Pessoas ligadas a Petrobras ouvidas pela Jovem Pan dizem que a mudança seria inviável uma vez que os importadores de derivados não iriam conseguir mais trazer de fora diesel e gasolina para concorrer com os combustíveis vendidos pela Petrobras. Esses importadores atendem cerca de 20% do mercado interno, enquanto a Petrobras atendem o restante, 80%. As mesmas pessoas ainda apostaram que a ideia não deve prosperar. Diante da discussão, surgiu um novo boato sobre mais uma mudança no comando da Petrobras. O cenário cria insegurança, o que é muito ruim para o desempenho dos papeis das ações da estatal no mercado de capitais, principalmente para os investidores extrangeiros.

O economista Aurélio Valporto afirma que a Petrobras usa preços fictícios de importação para formar os preços do diesel e da gasolina no Brasil. “Um dos grandes problemas da política de preços adotata pela Petrobras, a PPI, é que ela não apenas pratica internamente para o petróleo aqui extraído os preços ditados por um cartel internacional, a Opep, como ela adiciona a esse preço internacional uns fictícios custos de importação. Ou seja, ela adiciona frete, armanemento, movimentação de serviços associados ao seu preço, até mesmo uma inacreditável taxa de risco, cálculada para adicionar ao preço final. Tudo isso com o intuito de viabilizar a existência de importadores independentes, que não deveria existir. A própria Petrobras deverá importar o pouco petróleo, o pouco refinado que ela não é capaz de produzir internamente, diluir nos seus custos e fornecer ao mercado interno”, afirma.

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Polícia prende assassinato do ator Rafael Miguel

Quase 3 anos depois da morte do ator Rafael Miguel e dos pais dele, o réu Paulo Cupertino Matias foi preso nesta segunda-feira (16), em São Paulo. O crime ocorreu em 9 de junho de 2019.

Policiais da 6ª. Seccional fizeram a prisão e encaminharam o preso para o 98º Distrito Policial, no Jardim Miriam, Zona Sul de São Paulo. Cupertino foi levado ao Instituto Médico Legal (IML), onde fez o exame de corpo de delito e depois foi para a Divisão de Capturas, no prédio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Centro da capital paulista. Ele ficará à disposição da Justiça.

Ao chegar ao prédio do DHPP, Cupertino negou os crimes. “Eu sou inocente. Não matei ninguém”.

Segundo o delegado da 6ª seccional, a equipe de policiais recebeu uma informação de que Cupertino estaria na capital paulista, foram checar e encontraram o procurado.

Incluído na Difusão Vermelha da Interpol, Cupertino era o primeiro nome da lista dos criminosos mais perigosos e procurados de São Paulo.

De acordo com o Ministério Público (MP), o empresário assassinou a família porque não aceitava o namoro de Isabela Tibcherani, a sua filha de 18 anos à época, com o artista. Vídeos gravados por câmeras de segurança mostram o momento em que ele atira 13 vezes em Rafael, que tinha 22 anos, e nos pais do ator: João Alcisio Miguel, de 52, e a mãe Miriam Selma Miguel, 50.

Cupertino é acusado de triplo homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas. Ele, que atualmente tem 50 anos, nunca constituiu um advogado para defendê-lo. Além do empresário, dois amigos dele são réus no mesmo caso por terem ajudado o assassino a fugir.

O assassinato foi cometido na frente da casa onde Isabela morava com a mãe, no bairro da Pedreira, Zona Sul da capital paulista. As duas não foram baleadas por Cupertino e sobreviveram. O empresário fugiu.

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Cidade de São Paulo dispensa máscara no transporte e cancela passaporte da vacina

informações do Diário do Poder

A Prefeitura de São Paulo deve anunciar ainda nesta segunda-feira, 16 de maio, o fim da obrigatoriedade do passaporte da vacina contra covid-19 para eventos.

Ou seja, não será mais necessário comprovar a vacinação para entrar em shows, feiras e jogos de futebol.

A obrigatoriedade foi decretada no início de janeiro deste ano, devido à pandemia do novo coroanvírus. Em janeiro, houve ainda um aumento do número de casos decorrentes da disseminação da variante ômicron. O objetivo era, então, reduzir os riscos da disseminação do vírus durante o carnaval.

No último sábado, 14, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), publicou um decreto que dispensa o uso de máscaras em transportes por aplicativo e táxis na capital paulista a partir da mesma data.

Pelo decreto, o uso obrigatório da máscara na cidade passa a ser exigido a partir de agora apenas no transporte coletivo – como ônibus, trens, metrô e aeroportos, assim como nas unidades de saúde, como hospitais, clínicas e postos de saúde.

A nova medida da Prefeitura de São Paulo chega mais de dois meses depois que o governo de São Paulo retirou a obrigatoriedade do uso da máscara contra a Covid-19 em espaços fechados, em 17 de março, após 679 dias desde o início da medida.

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Um Estado para acomodar aliados

Não é segredo para ninguém a quantidade de pessoas apadrinhadas dentro da gestões públicas de Estados, Municípios e mesmo da União. Já falamos sobre o caso dos irmão do prefeito do Recife, João campos, Maria Eduarda Andrade Lima Campos de Alencar, que trabalhou na gestão de Geraldo Júlio entre 2018 e 2020 na prefeitura da Capital, mas que migrou para o Governo do Estado, tão logo o irmão assumiu a gestão do município, afim de evitar o enquadramento em nepotismo.

Não é difícil enxergar o tamanho da carga de impostos e o quanto retorna em serviços públicos e a qualidade do que é prestado. É nítido que muito dos impostos pagos, aqui falo mais diretamente do Governo de Pernambuco na gestão do PSB, serve muito mais para bancar os apadrinhados e apaniguados de aliados diversos, de várias regiões do estado.

A última agora foi a filha do deputado André de Paula, Cacau de Paula, que deixou a secretaria de Turismo da Prefeitura do Recife, depois que seu pai oficializou apoio a Marília Arraes. No Governo do Estado, outro posto ocupado por um apadrinhado por André: Ruy Rocha, que presidia o Instituto de Recursos Humanos (IRH), também deixou o cargo.

Como quem enxerga que esteja fazendo nada demais, ao sequestrar cargos para si por meio do seu apoio, o parlamentar disse que o desligamento da filha foi feito com “muito prazer”, e avaliou que as “circunstâncias não permitiram” a permanência dos aliados no governo. “Política se faz com grandeza a firmeza”, pontuou.

O que André, assim como outros ex-aliados da Frente Popular não dizem que o que pesa ao mudar de barco é o fato de Marília está bem nas pesquisas, liderando todas desde que deixou o PT e assumiu a pré-candidatura. De que se o pré-candidato do PSB não estivesse moribundo, praticamente sem chances de vitória, certamente ele e outros aceitariam as imposições dos líderes pessebistas sem reclamar.

André, desta maneira, deve abrir as porteiras para a debandada de outras figuras também abandonarem o barco furado do PSB, também motivados pelas mesmas razões do deputado, embora devam construir narrativas que justifiquem a mudança, mas que não deixem espaço para se ver o que já foi dito, de que as migrações são frutos do oportunismo voraz da política.

Todos os que deixam a Frente Popular devem largar o osso, entregando seus cargos, pensando, obviamente, em assumir setores estratégicos se Marília vencer a eleição.

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Miguel Coelho e Pastor Jairinho participam de culto na Assembleia de Deus

O pré-candidato a governador Miguel Coelho (União Brasil) esteve, neste sábado (14), em um congresso da Assembleia de Deus Madureira voltado às mulheres. O encontro religioso ocorreu no Recife e teve a participação de milhares de fiéis. Miguel foi à celebração religiosa acompanhado do Pastor Jairinho, que é integrante da Assembleia de Deus e disputará uma vaga na Câmara dos Deputados.

O ex-prefeito de Petrolina foi apresentado aos fiéis recifenses pelo pastor-presidente da AD Madureira, Eliseu Virginio. Além de participar do culto, Miguel contou um pouco sobre sua trajetória pessoal e a sua vida pública. Ele reforçou o compromisso com os cristãos e destacou a importância das igrejas para a formação da sociedade.

“Vivemos, nesses últimos anos, um período muito difícil em nossas vidas. Quero aqui diante de vocês reconhecer o papel que as igrejas cumpriram nesse momento e cumprem todos os dias em nossa vida. Mas até as piores tormentas passam. O momento em Pernambuco não é fácil, mas, como cristão, eu creio, tenho fé de que encontraremos um novo caminho com futuro melhor para as mulheres e homens de nosso estado.”