O Estadão afirmou em editorial desta sexta-feira (14) que o STF consolidou uma “perversão jurídica” ao concentrar funções de vítima, investigador e julgador. O jornal cita como símbolo desse desvio o caso de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor que denunciou uma estrutura paralela no TSE e acabou transformado em réu pelo próprio ministro Alexandre de Moraes, a quem havia apontado irregularidades.

Por Sérgio Hernandes
O debate sobre uma possível anistia para Jair Bolsonaro e os réus do 8 de janeiro voltou a ganhar força no Congresso. Isso aconteceu depois que o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, afirmou que anistia antes do julgamento é impossível, mas depois disso a decisão cabe ao Parlamento. A fala foi vista como um sinal verde para a discussão no Legislativo.
Na cena política de Pernambuco, as últimas articulações do presidente da Alepe, Álvaro Porto, deixam evidente um jogo de força que ultrapassa a mera troca de legendas. A ida de Diogo Moraes para o PSDB, com aval do PSB, e sua chegada já assumindo a liderança tucana, não apenas redesenha a correlação de forças dentro da Casa, mas também mexe diretamente na balança da CPI da publicidade. O cálculo é simples: ampliar a presença oposicionista e enfraquecer a governadora Raquel Lyra no colegiado.
O editorial do Estadão deste sábado ecoa uma fala que virou símbolo da frustração nacional: “O Brasil não aguenta mais o PT, o Brasil não aguenta mais o Lula”, disse Tarcísio de Freitas em encontro com outros presidenciáveis. A frase não é apenas desabafo, mas a constatação de que a fórmula lulopetista se esgotou – fiscalmente cara, economicamente paralisante e institucionalmente corrosiva. O País já não suporta um modelo que insiste em repetir velhos erros, enquanto o mundo avança em direção a novos paradigmas de crescimento e inovação.
A morte recente de J. R. Guzzo deixou um vazio no jornalismo crítico brasileiro, mas suas análises continuam ecoando. Para ele, o país já não vive sob plena normalidade democrática, pois instituições que deveriam proteger a liberdade passaram a agir como instrumentos de poder político, distorcendo leis e conceitos para restringir direitos.
A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, determinada por Alexandre de Moraes, virou um problema dentro do próprio Supremo Tribunal Federal. Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, a decisão provocou ruídos graves num momento em que a Corte já enfrenta forte ataque dos Estados Unidos e precisa preservar coesão interna. A crítica é que Moraes agiu de forma contraditória: liberou Bolsonaro para falar e depois mandou prendê-lo… por falar.
Nos bastidores, integrantes do governo Lula demonstram preocupação com os efeitos econômicos do tarifaço prometido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A medida, prevista para entrar em vigor a partir de 1º de agosto, acendeu o alerta no Palácio do Planalto quanto ao risco de prejuízos à economia brasileira.