O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), afirmou que não participará da articulação pela aprovação de Jorge Messias ao STF, indicado pelo presidente Lula. “Não é problema meu. Estou fora disso”, disse. Messias precisa de 41 votos entre 81 senadores. A postura de Alcolumbre evidencia desgaste com o Planalto após a preferência frustrada pelo nome de Rodrigo Pacheco (PSD).

A decisão de Lula de indicar Jorge Messias ao STF, ignorando a articulação de Davi Alcolumbre pelo nome de Rodrigo Pacheco, abriu uma crise sem disfarces no Senado. Alcolumbre trabalhava para emplacar um aliado e viu o presidente bancar Messias apesar da movimentação nos bastidores. Desde então, segundo avaliação dominante na imprensa, o presidente do Senado passou a usar o peso institucional do cargo para confrontar o governo.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, atravessa o momento mais tenso de sua gestão, rompido com o PT e sob investidas do PL. A relação com o líder governista Lindbergh Farias implodiu após críticas públicas e acusações de que Motta teria colaborado com a fuga de Alexandre Ramagem, além do atrito causado pela escolha de Guilherme Derrite para relatar o PL Antifacção.
O Estadão afirmou em editorial desta sexta-feira (14) que o STF consolidou uma “perversão jurídica” ao concentrar funções de vítima, investigador e julgador. O jornal cita como símbolo desse desvio o caso de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor que denunciou uma estrutura paralela no TSE e acabou transformado em réu pelo próprio ministro Alexandre de Moraes, a quem havia apontado irregularidades.
Por Sérgio Hernandes
O debate sobre uma possível anistia para Jair Bolsonaro e os réus do 8 de janeiro voltou a ganhar força no Congresso. Isso aconteceu depois que o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, afirmou que anistia antes do julgamento é impossível, mas depois disso a decisão cabe ao Parlamento. A fala foi vista como um sinal verde para a discussão no Legislativo.
Na cena política de Pernambuco, as últimas articulações do presidente da Alepe, Álvaro Porto, deixam evidente um jogo de força que ultrapassa a mera troca de legendas. A ida de Diogo Moraes para o PSDB, com aval do PSB, e sua chegada já assumindo a liderança tucana, não apenas redesenha a correlação de forças dentro da Casa, mas também mexe diretamente na balança da CPI da publicidade. O cálculo é simples: ampliar a presença oposicionista e enfraquecer a governadora Raquel Lyra no colegiado.
O editorial do Estadão deste sábado ecoa uma fala que virou símbolo da frustração nacional: “O Brasil não aguenta mais o PT, o Brasil não aguenta mais o Lula”, disse Tarcísio de Freitas em encontro com outros presidenciáveis. A frase não é apenas desabafo, mas a constatação de que a fórmula lulopetista se esgotou – fiscalmente cara, economicamente paralisante e institucionalmente corrosiva. O País já não suporta um modelo que insiste em repetir velhos erros, enquanto o mundo avança em direção a novos paradigmas de crescimento e inovação.