O Nordeste, historicamente uma das principais bases eleitorais do PT, apresenta um cenário de maior dificuldade para candidatos ligados ao presidente Lula nas eleições de 2026.
Um agregador que reúne pesquisas de institutos como Datafolha, Quaest, Ipec e Real Time Big Data mostra que nomes do campo lulista aparecem atrás em seis dos nove estados nordestinos, considerando os dados disponíveis até 27 de agosto.
Pernambuco no mapa da disputa
Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece à frente do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), aliado de Lula.
A média agregada aponta aproximadamente 44,5% para Raquel contra 40% para João. Nos levantamentos mais recentes, a diferença aparece próxima de 44,7% a 39,4%.
Outros estados
Na Bahia, ACM Neto (União) registra 45,4%, contra 39,1% do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
No Ceará, Ciro Gomes aparece com 44,5%, enquanto o governador Elmano de Freitas (PT) tem 39,1%.
Em Alagoas, JHC lidera com cerca de 45%, contra 41% de Renan Filho, embora pesquisa mais recente da Quaest tenha apontado empate técnico.
No Maranhão, Eduardo Braide aparece na liderança, com aproximadamente 43% a 44%. Orleans Brandão tem cerca de 30%, enquanto Felipe Camarão (PT) aparece com 6%.
No Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra lidera a média, mas a pesquisa mais recente da Quaest mostra uma disputa mais apertada entre Allyson, Cadu Xavier e Álvaro Dias.
Piauí é a exceção
O principal reduto lulista no levantamento é o Piauí. O governador Rafael Fonteles aparece com ampla vantagem, entre 56% e 60,6% das intenções de voto.
Na Paraíba e em Sergipe, o cenário é considerado mais híbrido, sem um favorito ligado diretamente ao PT nacional consolidado.
O levantamento mostra, portanto, um Nordeste diferente daquele em que o PT costuma dominar as disputas estaduais. Em 2026, a corrida pelos governos aparece mais aberta e com candidatos de outros campos políticos liderando em boa parte da região.
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