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Risco Brasil aumenta: grandes empresas entram em recuperação e bancos reduzem aposta no país

O Brasil enfrenta um cenário de maior cautela em 2026. Grandes empresas, como Habib’s, Casas Bahia, Braskem e Tok&Stok, recorreram à recuperação judicial ou extrajudicial, enquanto bancos internacionais reduziram a recomendação para ações brasileiras.

O Grupo Gennius, dono do Habib’s, pediu recuperação judicial com dívidas de R$ 265,2 milhões. A Casas Bahia, Braskem e Grupo Toky também enfrentam processos bilionários.

A situação é mais ampla: o Brasil terminou o primeiro semestre com 6.341 empresas em recuperação judicial, segundo o Monitor RGF-BizDoc. A Serasa registrou ainda 9,1 milhões de empresas inadimplentes, com R$ 232,9 bilhões em dívidas atrasadas.

No mercado financeiro, Morgan Stanley e JP Morgan reduziram a recomendação para ações brasileiras. O Morgan Stanley citou desaceleração da economia, preocupações fiscais e incertezas sobre as políticas econômicas após as eleições.

Recuperação judicial não significa falência, mas a combinação de aumento das dificuldades empresariais e maior cautela dos investidores internacionais reforça o sinal de alerta sobre a economia brasileira.

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