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Recado de Miguel expõe tensão com João e acende alerta na pré-campanha estadual

Os movimentos recentes de Miguel Coelho (UB) causaram ruído no entorno do prefeito do Recife, João Campos (PSB), e foram lidos como um aviso claro. A fala de que o União Brasil estará no palanque de quem respeitar seu projeto foi ironizada por aliados do PSB, mas nos bastidores soou como pressão por espaço na chapa majoritária e, sobretudo, na proporcional.

Apuração indica que Miguel esteve com João e levou queixas diretas. Como presidente estadual do UB e representante da federação com o PP, cobrou uma composição menos centrada no PSB, que já projeta eleger seis federais. Também reclamou de investidas do PSB para atrair deputados do União Brasil, classificadas como desleais a um aliado estratégico.

O clima azedou ainda mais diante das dificuldades administrativas enfrentadas por João Campos, que ampliam especulações sobre desgaste eleitoral. Nesse cenário, Miguel passou a recalcular rotas, retomou diálogo com Raquel Lyra e sinaliza foco no Senado. O afastamento, ainda silencioso, expõe uma fissura: quando aliados começam a procurar saída antes da campanha, o projeto já inspira desconfiança.

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