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Brasil precisa romper ciclo entre lulismo e bolsonarismo para avançar

O editorial do Estadão deste sábado ecoa uma fala que virou símbolo da frustração nacional: “O Brasil não aguenta mais o PT, o Brasil não aguenta mais o Lula”, disse Tarcísio de Freitas em encontro com outros presidenciáveis. A frase não é apenas desabafo, mas a constatação de que a fórmula lulopetista se esgotou – fiscalmente cara, economicamente paralisante e institucionalmente corrosiva. O País já não suporta um modelo que insiste em repetir velhos erros, enquanto o mundo avança em direção a novos paradigmas de crescimento e inovação.

O desgaste não é novo. Nos 16 anos em que comandou o Executivo, o PT deixou um legado de aparelhamento, clientelismo e contas públicas desarrumadas. O Estado foi tratado como patrimônio de partido, as estatais se tornaram instrumentos de barganha e a política externa reduziu o Brasil a coadjuvante de regimes autoritários. A consequência é palpável: dívida crescente, juros sufocantes e estagnação do investimento. No plano internacional, a retórica antiocidental isola o País, enquanto na prática governos pragmáticos abrem espaço para oportunidades globais que o Brasil desperdiça.

Mas a crítica não se limita ao lulopetismo. O Estadão lembra que o bolsonarismo, fruto do ressentimento antipetista, aprofundou a crise institucional e moral. O resultado é um ciclo vicioso em que Lula e Bolsonaro se retroalimentam, condenando o Brasil à mediocridade. Romper esse impasse exige mais do que alternância de populismos: é preciso recolocar a responsabilidade fiscal no centro, fortalecer as instituições e projetar o futuro em sintonia com os desafios globais. Em outras palavras, virar a página não é trocar de caudilho, é mudar de mentalidade.

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