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UFPE cobra suplementação orçamentária, mas governo federal fecha as portas para novos repasses

A Universidade Federal de Pernambuco vive um cenário de alerta. Em coletiva no dia 8, o reitor Alfredo Gomes anunciou que, mesmo com cortes em bolsas e editais, será necessário um aporte de R$ 23,9 milhões para que a instituição chegue ao fim de 2025 sem paralisar suas atividades. Ele alertou para o impacto direto em serviços essenciais e contratos terceirizados, além de lembrar que o orçamento atual não acompanha sequer a inflação acumulada desde 2014.

No entanto, a resposta de Brasília foi fria. Durante visita ao Recife nesta terça-feira (15), o ministro da Educação, Camilo Santana, descartou qualquer possibilidade de suplementação este ano. Mesmo admitindo que o orçamento ainda está aquém do necessário, o ministro se escorou no crescimento nominal nos últimos dois anos e afirmou que “não se pode recuperar tudo de uma vez”. Para a UFPE, isso significa seguir com os cortes e torcer para que os recursos não acabem antes do ano letivo.

A universidade enfrenta um abismo entre discurso e prática. Enquanto o MEC celebra a expansão orçamentária, a realidade nas federais aponta retrocessos concretos. Na UFPE, o orçamento caiu de um potencial corrigido de R$ 400 milhões para apenas R$ 170 milhões, comprometendo desde a limpeza dos campi até a continuidade de pesquisas. O governo promete diálogo, mas entrega silêncio orçamentário — e quem paga a conta é a educação pública.

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