O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (30) a abertura de uma investigação da Polícia Federal (PF) para apurar se Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, cometeu os crimes de tráfico de influência e corrupção.
A apuração busca verificar a atuação do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na comercialização de cannabis medicinal, com possíveis ligações a servidores do Ministério da Saúde e ao gabinete presidencial.
Lulinha já era investigado em um inquérito sobre as fraudes em descontos de aposentados do INSS. No novo procedimento, a PF abriu uma linha de investigação distinta e pediu a redistribuição do caso. A Procuradoria-Geral da República concordou com o pedido, mas o processo voltou à relatoria de Mendonça, que autorizou a nova investigação.
Caso envolve Lulinha e o “Careca do INSS”
A suspeita é de que Lulinha tenha atuado junto ao governo federal em benefício próprio, em parceria com a empresária Roberta Luchsinger e o lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Segundo uma testemunha ouvida pela PF, Luchsinger apresentou Antunes a Lulinha. Em depoimento, a empresária afirmou que o filho do presidente tinha interesse em cannabis medicinal porque familiares faziam tratamento com medicamentos à base da substância.
Luchsinger teria recebido R$ 1,5 milhão por serviços de consultoria prestados ao lobista, pagos em cinco parcelas de R$ 300 mil. O trabalho previa viabilizar um contrato com o Ministério da Saúde para fornecer medicamentos à base de cannabis ao Sistema Único de Saúde (SUS), mas a iniciativa não avançou.
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