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Apac prevê chuvas abaixo do esperado no Leste de Pernambuco entre agosto e outubro

O trimestre que começa em agosto deve ter chuvas abaixo do esperado na porção leste de Pernambuco, que abrange a Região Metropolitana do Recife, a Zona da Mata e o Agreste. É o que diz informe da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) sobre a previsão climática para os três próximos meses, divulgado nesta terça-feira (28).

A previsão da Apac mostra que agosto marca o encerramento do período chuvoso na maior parte do estado. Segundo a meteorologista Edvânia Santos, poderão ocorrer nos próximos três meses pancadas de chuva isoladas, de intensidade moderada a forte, concentradas em poucos dias, especialmente no litoral.

Mês a mês

Para agosto, é esperada uma média de precipitação de 176,9 milímetros para a RMR. Na Zona da Mata, estão previstos 112,4 mm, e no Agreste, 58,5 mm. O Sertão tem o menor nível, com previsão de apenas 11,6 mm, enquanto Fernando de Noronha deve acumular 60,6 mm.

Em setembro, os valores caem em todas as regiões: cerca de 102 mm na RMR e 60 mm na Zona da Mata. “A partir de setembro, inicia-se o período seco no setor leste pernambucano, quando as chuvas passam a ser, naturalmente, escassas”, explica Edvânia. O Agreste deve registrar cerca de 33 mm, e o Sertão e Fernando de Noronha, 9 e 26,3 mm, respectivamente.

Em outubro, a queda continua: 50 mm na RMR, 28 mm na Zona da Mata, 18 mm no Agreste, 12 mm no Sertão e apenas 9 mm em Fernando de Noronha. A Apac também prevê temperaturas máximas acima da média entre agosto e outubro.

El Niño: impactos no estado

O fenômeno El Niño deve se intensificar nas próximas semanas, evoluindo para um evento forte e, a partir de outubro, muito forte. Segundo Edvânia Santos, os impactos em Pernambuco ainda não são plenamente evidentes, ocorrendo de forma gradual e modulada pelas condições do Atlântico Tropical.

Em junho e julho, as chuvas ficaram abaixo da média, mas a meteorologista explica que isso não pode ser atribuído diretamente ao El Niño. Segundo ela, o resfriamento do Atlântico próximo à costa africana reduziu a formação de Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOLs), sistemas responsáveis por grande parte das chuvas do litoral leste do Nordeste no inverno.

Sobre as temperaturas, Edvânia afirma que as mínimas registradas em julho seguem compatíveis com a climatologia da estação, com valores próximos de 14°C em municípios como Triunfo, Sertânia e Venturosa, sem sinal de aquecimento generalizado atribuível ao fenômeno.

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