A senadora Teresa Leitão (PT) anunciou nesta quarta-feira (8) que deixa a liderança do PT no Senado, repassando o posto ao ex-ministro Camilo Santana (PT-CE). A saída chama atenção pelo tempo: Teresa assumiu a função há apenas 13 dias, em 25 de junho, e não chegou a protagonizar nenhuma pauta relevante à frente da liderança.
A passagem fugaz levanta a pergunta óbvia: qual foi, de fato, a contribuição da senadora nesse curto período? Nenhuma articulação de peso, nenhuma pauta destravada, nenhum resultado concreto foi associado ao seu nome enquanto liderou a bancada. O cargo parece ter servido apenas como ponte emergencial, criada para tapar o buraco deixado por Jaques Wagner, que renunciou após ser alvo de investigação da PF no Caso Master.
Na prática, Teresa Leitão ocupou uma cadeira de transição, sem tempo nem, aparentemente, disposição para deixar marca. Agora, o desafio de destravar temas como o fim da escala 6×1 e blindar o governo de “pautas-bomba” recai sobre Camilo Santana — que herda um posto esvaziado de qualquer legado da gestão anterior.
