A Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou ações contra oito entidades suspeitas de descontos ilegais em benefícios do INSS, com pedido de bloqueio de até R$ 6,6 bilhões para ressarcir aposentados e pensionistas. O principal alvo é a Contag, historicamente ligada ao PT, responsável por cerca de R$ 2 bilhões em descontos indevidos entre 2019 e 2024, o equivalente a 48% do total apurado. Também são processadas Sinab, FITF/CNTT/CUT, Contraf, ASTRE, SindaPB, Unidos e Sintapi-CUT.
As ações integram um conjunto de 37 processos cautelares, após o escândalo revelado pela Operação Sem Desconto da Polícia Federal, deflagrada em abril de 2025. As investigações apontam descontos sem autorização, explosão atípica de filiações e repasses suspeitos. A demora na inclusão da Contag, segundo a própria AGU, decorreu de decisões administrativas durante a gestão do advogado-geral Jorge Messias.
O caso envolve mensalidades associativas descontadas diretamente na folha do INSS, atingindo milhões de beneficiários. A AGU afirma atuar de forma técnica, sem favorecimentos. A pergunta que permanece é: por que a principal entidade só foi acionada oito meses depois do escândalo vir à tona?
