Em um movimento que amplia tensões comerciais, Donald Trump confirmou tarifa de 50% sobre todas as importações do Brasil a partir de 1º de agosto. A decisão, divulgada na Truth Social, cita censura a plataformas americanas e críticas ao julgamento de Bolsonaro como gatilhos para a retaliação. A medida impacta uma relação bilateral que movimentou US$ 81 bilhões no ano passado, com destaque para exportações de alto valor agregado como aviões e máquinas.
Além do aumento tarifário, Trump determinou investigação com base na Seção 301, mecanismo que apura práticas comerciais desleais. A ação reforça a estratégia de pressão para reabrir negociações, após expirar o prazo de 90 dias dado a 25 países para firmar novos acordos. O vice-presidente Geraldo Alckmin já havia alertado que os EUA mantêm superávit na balança, tornando a sobretaxa, segundo ele, “injusta e prejudicial” também à economia americana.
Para o Brasil, a nova tarifa representa risco de perda de competitividade, já que os EUA são um dos principais destinos de produtos industrializados, diferentemente da relação com a China, mais focada em commodities. Enquanto a cúpula do BRICS condenou políticas protecionistas, Lula rebateu Trump afirmando que o Brasil não mudará o tom diante de ameaças, sinalizando embate entre interesses comerciais e disputas políticas.