Categoria: Violência
Diocese de Afogados da Ingazeira condena violência e pede paz em Tabira/PE
A Diocese de Afogados da Ingazeira se manifestou publicamente nesta terça-feira (20) sobre os recentes episódios de violência ocorridos em Tabira. Em nota oficial, o bispo Dom Limacêdo Antonio da Silva expressou preocupação com a brutalidade dos acontecimentos, incluindo o assassinato do menino Arthur Ramos do Nascimento e o linchamento de um dos suspeitos. A Igreja reforçou a necessidade de políticas públicas eficazes para combater a violência e proteger a população.
A nota destaca a importância de fortalecer a presença do Estado nas comunidades, garantindo cidadania, educação e segurança para evitar tragédias como essas. O documento também alerta para os riscos de ações motivadas pela vingança, condenando a barbárie do linchamento e defendendo a justiça dentro dos princípios cristãos. “Linchamento e pena de morte não resolvem a violência, apenas geram mais caos e desumanização”, afirmou Dom Limacêdo.
Por fim, a Diocese pede reflexão sobre os caminhos para a construção de uma sociedade pacífica, baseada na justiça e no amor ao próximo. Citando Dom Hélder Câmara, o bispo reforçou que sem justiça e solidariedade, a paz será sempre uma ilusão. A Igreja reafirmou seu compromisso em promover o debate sobre segurança e cidadania, chamando a comunidade a uma ação conjunta pela harmonia social.
Pernambuco tem média é de 7,8 assassinatos por dia em julho
Pernambuco registrou 243 homicídios em julho de 2022, o que dá uma média de 7,8 assassinatos por dia. Apesar de ser um dado alarmante, a SDS informou nessa segunda-feira (15), que os números representam redução de 6,5% em relação ao mesmo mês de 2021, quando ocorreram 260 crimes desse tipo.
Ainda segundo o balanço divulgado pela SDS, o número de assassinatos de mulheres, em julho deste ano, teve redução de 5,6%, na comparação com o mesmo mês de 2021. No sétimo mês de 2022, houve 17 assassinatos de mulheres. No mesmo período do ano anterior, a SDS tinha registrado 18 ocorrências deste tipo.
Apesar de PE ser o 3º estado mais violentos, secretário da SDS diz que está ‘no caminho certo’
Não se deixe enganar com a ladainha do famigerado “Pacto pela Vida”, uma mera peça publicitária vendida pelo Governo de Pernambuco e até copiada por outros estados com modelo de gestão também socialista: o estado é terceiro onde mais e mata no Brasil.
Foram, ao todo, 3.370 mortes violentas no ano passado, de acordo com dados levantados pelo Monitor da Violência do g1. Apesar disso, o secretário de Defesa Social, Humberto Freire, disse que o estado está “no caminho certo”. PE só fica atrás da Bahia, que teve 5.099 vítimas, e do Rio de Janeiro, com 3.394 ocorrências. Mas um detalhe: estes estados têm 5 milhões e 6 milhões de habitantes a mais que Pernambuco, respectivamente.
Quando se leva em conta a taxa de homicídios por 100 mil habitantes, Pernambuco tem os piores números entre os três estados que estão nos primeiros lugares do ranking. São 34,83 mortes violentas a cada 100 mil habitantes em Pernambuco. Na Bahia, essa taxa é de 34,02 assassinatos. O Rio de Janeiro tem incidência de 19,4 mortes violentas por 100 mil moradores.
O cálculo do g1 sobre o índice de mortes violentas por 100 mil habitantes foi feito com base na estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a população de Pernambuco, que, em 2021, foi de 9.674.793.
Humberto Freire disse, ainda, que o estado consegue resolver a maioria dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), que incluem homicídios, lesões corporais que resultam em morte e latrocínio, que é o roubo seguido de morte.
Violência mata 70 vezes mais crianças que a covid
Enquanto hipocrisia da lacração gera debate sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra covid, dados da Unicef mostram que o Brasil tem 32 crianças e adolescentes assassinados todo dia e isso é 70 vezes mais que as mortes provocadas pelo novo Coronavírus, que matou 0,04% do total de óbitos.
Para se ter um ideia da gravidade da violência contra crianças no País, segundo a Unicef, a letalidade no Iraque, que vive conflitos armados, por exemplo, é 50% da brasileira.
Ainda dentro destas discussões, exigir a vacinação para a volta às aulas prejudica alunos de escola pública. Não custa lembrar que aqueles que estudam em escolas privadas retornaram a sala de aula no ano passado e, atentem, sem vacina.