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Pesquisa Ipespe: Bolsonaro sobe 4 pontos com saída de Moro

Como pré-candidato à reeleição ao Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro (PL) subiu 4 pontos percentuais na pesquisa Ipesp. O aumento nas intenções de voto em Bolsonaro se deu, principalmente, em decorrência da retirada dos nomes de Sergio Moro (União Brasil) e Eduardo Leite (PSDB).

O nome do postulante à reeleição foi de 26% para 30% nas intenções estimuladas – seu maior percentual registrado pelo instituto. O ex-presidiário Lula da Silva ainda lidera com 44%, mesmo patamar do levantamento anterior. Além disso, outros candidatos à presidência se beneficiaram da saída do ex-juiz. Nas intenções de voto, agora, Ciro Gomes subiu de 7% para 9%, João Doria de 2% para 3%, Simone Tebet de 1% para 2%.

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Pesquisa do Banco Modal mostra Bolsonaro na liderança

Uma pesquisa realizada pela Futura Inteligência para o Banco Modal S/A, publicada nesta quarta-feira dia 30, mostra o Presidente Jair Bolsonaro a frente de Lula na modalidade de intenção de voto espontânea, com 33,4%, ante 32,9% do ex-presidiário, o que configura empate técnico.

Há empate também no principal cenário considerado para o primeiro turno, com o petista marcando 38,5% e o Capitão chegando a 35,5%. Sergio Moro [que desistiu de concorrer], aparece com 5,3%, e Ciro Gomes, com 5,1%, ou seja, distantes do segundo turno.

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Entrada de Marília embaralha a disputa em PE

Como era previsto, a entrada de Marília Arraes na disputa pelo Governo de Pernambuco, ao deixar o PT e ingressar no Solidariedade, mexeu diretamente nos números, especialmente no bloco oposicionista, tirando a liderança das mãos de Raquel Lyra, pré-candidata do PSDB.

Na pesquisa realizada pelo Instituto Conectar, de Natal (RN), para o Blog do Magno, divulgada no começo desta manhã, Marília lidera  com 28%, seguida por Raquel que aparece com a metade desta intenção de voto, 14%, depois Miguel Coelho (UB) mantem-se dentro dos percentuais aferidos por outros institutos, nesta com 11%.

Anderson Ferreira (PL) tem 8% e o pré-candidato apoiado pelo Palácio do Campo das Princesa, Danilo Cabral, continua amargando a última colocação entre os principais concorrentes, neste levantamento com apenas 6%. João Arnaldo, do Psol, aparece com 2%. Jones Manoel, do PCB, é o último, com 1%. Brancos, nulos e indecisos somam 22%, enquanto 10% representam a soma dos que não sabem ou não responderam.

A disputa na modalidade espontânea, quando o eleitor é forçado a lembrar o nome do candidato sem o auxílio de uma lista, Raquel lidera com 4%, Paulo Câmara é citado com 4%, Marília 3%, Miguel 3%, Anderson 2%, Danilo 1% e João Campos 1%. Brancos e nulos representam 20% e os que não souberam responder são 58%. Também foram projetados os votos válidos. Se a eleição fosse hoje, Marília teria 40%, Raquel Lyra 20%, Miguel Coelho 16%, Anderson Ferreira 12%, Danilo Cabral 9%, João Arnaldo 3% e Jones Manoel 1%.

No cenário dois, quando o nome de Marília é retirado do levantamento, Raquel lidera com 21% e Miguel Coelho aparece em segundo com 15%. Anderson vem em terceiro, com 11%, Danilo tem 8%, José Arnaldo 4% e Jones 3%. Indecisos, brancos e nulos somam 28% e entre os que não quiseram ou se recusaram a responder representam 11%. Quanto aos votos válidos, Raquel teria 34%, Miguel 24%, Anderson 17%, Danilo 13%, João Arnaldo 7% e Jones 4%.

Já o terceiro cenário, no qual quem fica de fora é Miguel Coelho, Marília vai a 31% e Raquel aparece com 17%, Anderson tem 9%, Danilo 6%, João Arnaldo 3% e Jones 1%. Brancos, nulos e indecisos chegam a 25% e 8% são os que não souberam responder ou se negaram a responder. Nos votos válidos, Marília vai a 46%, Raquel 25%, Anderson 14%, Danilo 10%, João Arnaldo 5% e Jones 1%.

Na projeção do quarto cenário, sem Raquel, Marília também lidera com 34%, Miguel vem em segundo com 12%, Anderson tem 9%, Danilo 8%, João Arnaldo 4% e Jones 1%. Indecisos e brancos somam 25% e entre os que não responderam ou se negaram a responder o percentual é 8%. Nos votos válidos, Marília teria 51%, Miguel 18%, Anderson 13%, Danilo 11%, João Arnaldo 6% e Jones 1%.

No quinto cenário, no qual ficam de fora Marília e Miguel, Raquel lidera com 25%, Anderson e Danilo aparecem empatados em segundo com 11%, João Arnaldo sobe para 7% e Jones tem 2%. Brancos e nulos somam 34% e os que não souberam ou não quiseram responder são 11%. Nos votos válidos, Raquel teria 46%, Anderson 19% e Danilo 19%, João Arnaldo 12% e Jones 3%.

O Conectar projetou o sexto cenário, excluindo Marília e Raquel. Neste, Miguel lidera com 18%, Anderson e Danilo vem em seguida empatados com 12%, João Arnaldo tem 7% e Jones 2%. Brancos e nulos vão a 38% e os que não souberam ou se recusaram somam 11%. Nos votos válidos, Miguel teria 36%, Danilo 24%, Anderson 23%, João Arnaldo 13% e Jones 4%.

Por fim, no sétimo e último cenário, excluídos Raquel e Miguel, Marília vai a 38%, Anderson e Danilo aparecem empatados com 10%, João Arnaldo tem 5% e Jones 1%. Brancos e nulos somam 28% e os que não sabem ou se recusaram a responder são 9%. Já nos votos válidos, Marília vai a 60%, Anderson e Danilo teriam 15%, João Arnaldo 8% e Jones 2%.

No quesito rejeição, Danilo lidera. Entre os entrevistados, 34% disseram que não votariam nele de jeito nenhum, mesmo percentual de João Arnaldo. Anderson vem em seguida com 31%, Miguel Coelho depois, com 29%, Jones 28%, Marília 26% e Raquel por último com 25%.

A pesquisa foi realizada presencialmente, entre os dias 26 a 29 deste mês, em 55 municípios nas diversas regiões do Estado, sendo aplicados mil questionários, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. Os registros eleitorais são 07089/2022, no TSE, e 02798/2022, no TRE.

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Ainda sem Marilia, Raquel segue liderando a disputa em PE

Segundo dados divulgados pelo renomado instituto Paraná Pesquisas que realizou levantemos sobre a disputa eleitoral em Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB) tem 25,8%, Miguel Coelho (UB) 15,6%, Anderson Ferreira (PL) 13,6%, Danilo Cabral (PSB) 11,9%, João Arnaldo (PSOL) 3,3% e Jones Manoel (PCB) 0,9%. O nome de Marília Arraes, que está deixando o PT para ser também candidata pelo Solidariedade, não foi colocado neste levantamento. Não sabe/não respondeu 8,9% Nenhum/branco/nulo 8,9%.  

Na pesquisa feita sobre a disputa para o Senado, o nome de Marília foi posto e  parece liderando com 46,2%. Na sequência, André de Paula (PSD) 14%, Gilson Machado (PL) 5,4%, Carlos Veras (PT) 2,3% e Eugênia Lima (PSOL), com 1,4%.  Nenhum/branco/nulo 23,8% Não sabe/não respondeu chegam a  7%.

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Mais uma pesquisa mostra superioridade da oposição em PE

Nas últimas semanas foram divulgadas pesquisas de intenção de votos sobre a corrida eleitoral ao Palácio do Campo das Princesas em Pernambuco, a mais recentemente delas saiu nesta quarta-feira (23), desta vez foi a do Instituto Múltipla e repete a mesma ordem das anteriores, com o Danilo Cabral, candidato apoiado pelo atual governo, na última colocação.

Assim como foi mostrado por outros institutos, nesta pesquisa a pré-candidata Raquel Lyra (PSDB) lidera com 25%, com um certa vantagem para o segundo colocado, Miguel Coelho (UB), que tem 10,9%, Anderson Ferreira é o terceiro, empatado tecnicamente com Miguel, com 9,2%. O candidato apoiado por Paulo Câmara, Danilo Cabral, segue ocupando a mesma posição, atrás de todos como nos outros levantamentos, neste ele aparece com 5,9%.

Jones Manoel (PCB) aparece com 0,4%. João Arnaldo (PSOL), com 0,2%. Outro(a) com 0,4%. Brancos e nulos são 16,1%. Não opinaram, 15%. Indecisos são 16,3%.

Na modalidade espontânea, onde o entrevistador não fornece uma lista com os nomes dos pré-candidatos, a liderança continua sendo de Raquel tem 3,5%, seguida de Miguel Coelho, com 1,9%. Danilo Cabral melhora seu desempenho e ocupada a terceira colocação  com 1,2%,  Anderson Ferreira devem depois, com 0,8%. Outros nome aparem com 3,1%. Dizem votar branco ou nulo 7,3%. Nesse cenário, indecisos são 35,1% e não opinaram 47,1%.

A pesquisa, realizada entre 10 e 14 de março, foi feita 800 entrevistados e registrada nos seguintes protocolos: PE 09053/2022 e BR 04290/2022. Os dados foram divulgados pelo Blog do Nill Júnior.

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Lula e Bolsonaro têm empate técnico na espontânea e cai para 8% diferença na estimulada

Do Diário do Poder

Levantamento nacional do instituto Paraná Pesquisa divulgado nesta quarta-feira (9) revela que a diferença entre o petista Lula e o presidente Jair Bolsonaro, os dois principais pré-candidatos à Presidência este ano, caiu. Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados ao entrevistado, Lula tem 25,8% das intenções de votos e Jair Bolsonaro tem 21,5%. Com a margem de erro de 2,2%, para cima ou para baixo, os dois estão tecnicamente empatados.

Nesse cenário, o pré-candidato do Podemos, Sérgio Moro, tem 2,3%; Ciro Gomes (PDT) é o quarto colocado, com 1,9%, seguido por João Doria (PSDB), 0,4%, e André Janones (Avante), 0,1%. Todos os outros candidatos citados representam 0,3% das respostas, quando somados.

Cenários estimulados

Segundo o primeiro levantamento estimulado do Paraná Pesquisa, que lista a opções de candidatos no primeiro turno aos entrevistados, o ex-presidiário Lula tem 38,9% contra 30,9% do presidente Bolsonaro. Sergio Moro teria 7,4%, Ciro Gomes 6,8%, João Doria 2,2%, Eduardo Leite 1,3%, André Janones 0,7%, Simone Tebet (MDB) 0,4% e Alessandro Vieira (Cidadania) 0,1%.

Em relação ao último levantamento nacional do Paraná Pesquisa, em fevereiro, a diferença entre os dois principais candidatos caiu em três pontos; Lula diminuiu um ponto e Bolsonaro avançou dois.

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Cai diferença entre Lula e Bolsonaro

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 40% das intenções de voto em 1º turno para a Presidência da República contra 32% do atual ocupante da cadeira, Jair Bolsonaro (PL). Em seguida vêm Ciro Gomes (PDT), com 7%, e Sergio Moro (Podemos), com 6%. Os 2 estão tecnicamente empatados, considerando-se a margem de erro de 2 pontos percentuais da pesquisa.

O PoderData também testou nesta rodada o nome do governador gaúcho Eduardo Leite, que perdeu as prévias do PSDB para João Doria, mas está para entrar no PSD e disputar o Planalto. Leite hoje empataria com Doria e André Janones (Avante), ambos com 2%; e com Simone Tebet (MDB), com 1%. Luiz Felipe D’Ávila (Novo) não teve menções suficientes para pontuar.

O dado foi revelado por pesquisa PoderData realizada de 27 de fevereiro a 1º de março de 2022, com 3.000 entrevistas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR 01570/2022.

ESTRATIFICAÇÃO

Lula tem os seus maiores percentuais na região Nordeste (50%) e entre eleitores com renda familiar de até 2 salários mínimos (48%). Bolsonaro empata com o petista na região Sudeste (os 2 têm 35%) e lidera no Centro-Oeste com 43%.

Bolsonaro também desempenho superior entre o eleitorado evangélico.

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Bolsonaro lidera em pesquisa do Banco Modal

Divulgada nessa quinta-feira (24), uma pesquisa encomendada pelo banco Modal mostra Jair Bolsonaro à frente de Lula nas pesquisas espontâneas, que é a modalidade em a pessoa aponta o candidato em pretende votar sem que o entrevistador apresenta uma lista com nome. Bolsonaro aparece com 34,3% das intenções e Lula com 33,3%.

A coisa anda mudando de figura, como se diz no adágio popular. Até mesmo na pesquisa estimulada – quando uma lista é apresentada previamente – o cenário é considerado bom para o atual presidente.

Nela Bolsonaro aparece com 34,7% das intenções de voto, praticamente ao lado de Lula que tem 35%. No segundo turno, segundo a pesquisa Futura/Modal, Lula ganharia as eleições com 48% dos votos e Bolsonaro teria 40%.

A pesquisa foi feita pelo Instituto Futura e os resultados pegaram a todos de surpresa. Inclusive os aliados de Bolsonaro no Planalto.

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Pesquisa Opinião mostra oposição na liderança em PE

O Blog do Magno, em parceria com o Instituto Opinião, divulgou o resultado de pesquisa realizada entre os dias 17 e 20 deste mês, onde foram aplicados dois mil questionários em 86 municípios nas diversas regiões do Estado, e o resultado não chega a ser surpreendente: a oposição lidera o processo e o candidato apoiado pelo governador está no “rabo da gata”.

A pré-candidata do PSDB, Raquel Lyra, lidera com 18,4%, seguida pelo pré-candidato do União Brasil, Miguel Coelho, que aparece com 10,2%. Em terceiro lugar, Anderson Ferreira, pré-candidato do PL, desponta com 6,5%, enquanto o pré-candidato do PSB, Danilo Cabral, tem apenas 4,8%.

A deputada Clarissa Tércio, do PSC, aparece no levantamento com mais intenção de votos que o candidato socialista, com 5,9%. Outros nomes surgem depois, como é o caso de João Arnaldo, do PSol, 1,6% e Jones Manoel, do PCB, que é o último com 1,1%. Brancos e nulos somam 26,6% e indecisos 24,9%.

Quando a pesquisa é feita na modalidade espontânea, quando o entrevistador não lista nomes e o eleitor é forçado a lembrar o nome do seu candidato, Raquel também lidera com 4,8%, na segunda posição aparece a candidata do PT, Marília Arraes, com 2,8%, empatada com Miguel Coelho, que tem os mesmos 2,8%. Danilo foi citado por 1,4% dos entrevistados, Clarissa por 1,6%, Anderson 1,1% e Humberto Costa por apenas 1%.

O intervalo de confiança estimado é de 95,0% e a margem de erro máxima estimada é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra. A modalidade de pesquisa adotada envolveu a técnica de Survey, que consiste na aplicação de questionários estruturados e padronizados a uma amostra representativa do universo de investigação. A pesquisa está registrada sob o protocolo PE-07875-2022.

No quesito rejeição, 14,2% dos entrevistados disseram que não votariam Humberto Costa de jeito nenhum, seguido de Marília Arraes, com 7,7%, Raquel 4%, Danilo 3,9%, Anderson 3,8%, Miguel Coelho 3,6% e João Arnaldo 2,9%.

ESTRATIFICAÇÃO

Fazendo uma radiografia da pesquisa, Raquel tem seus maiores percentuais de intenção de voto entre os eleitores jovens, na faixa de 16 a 24 anos (20,1%), entre os eleitores com grau de instrução no ensino médio (19,9%) e entre os eleitores com renda familiar entre dois e cinco salários (19,5%).  Por sexo, 18,9% dos seus eleitores são homens e 18,1% são mulheres.

Já Miguel Coelho tem mais intenção de voto entre os eleitores jovens (13,3%), entre os eleitores com renda familiar entre cinco e dez salários (12,5%) e entre os leitores com grau de instrução superior (13,2%). Por sexo, 10,3% dos eleitores são homens e 10,1% são mulheres. Anderson Ferreira, por sua vez, aparece melhor situado entre os eleitores com renda entre cinco e dez salários (10,1%), entre os eleitores na faixa etária de 35 a 44 anos (7,5%) e entre os eleitores com grau de instrução médio (6,9%). Por sexo, 6,8% dos seus eleitores são homens e 6,3% são mulheres.

POR REGIÃO

Estratificando a pesquisa por regiões, Raquel tem seu maior percentual no Agreste (38,2%), seguido da Zona da Mata (18,2%), Sertão (15,9%), Metropolitana (9,5%) e São Francisco (4,5%). Miguel, por sua vez, tem seu maior eleitorado no São Francisco (70,5%), Sertão (19%), Metropolitana (4,9%), Zona da Mata (3,4%) e Agreste (3,4%). Anderson tem sua maior base na Metropolitana (12,9%), Zona da Mata (4,7%), Sertão (1,3%), Agreste (1%) e São Francisco (0,8%). Danilo Cabral tem, pela ordem, Sertão (6,6%), Zona da Mata (6,1%), Metropolitana (4,4%) e São Francisco (0%). Clarissa Tércio tem 9,9% na Metropolitana, 6,1% na Zona da Mata, 2,8% no Agreste, 0,9% no Sertão e 0% no São Francisco.

 

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Exército fará pesquisa para ouvir o povo brasileiro

Informações da revista Veja

O Exército tem sido uma das instituições de Estado mais pressionadas por Jair Bolsonaro nestes três anos de governo. Desde o regime militar, nunca tinha sido utilizado de forma tão contundente como instrumento de governo. Na atual gestão, o presidente da República entregou cargos de primeiro e segundo escalões a oficiais e usa a Força, a que chama de “meu Exército”, para tentar intimidar outras instituições, como o Supremo Tribunal Federal. Ciente do potencial de dano de imagem decorrente de seu envolvimento no debate político, a Força decidiu fazer uma pesquisa nacional para ouvir o povo brasileiro.

Serão gastos 206 mil reais para um levantamento com pelo menos 2.000 brasileiros, em 50 municípios, abrangendo todas as regiões do país. As entrevistas, face a face, terão mais de 40 perguntas. Trata-se de um questionário que poderá ajudar o Exército a traçar suas atividades nos próximos anos. A última pesquisa parecida foi feita em 2017, durante o governo de Michel Temer.

O Estudo Técnico Preliminar do Exército detalha os objetivos da pesquisa: “Tão importante quanto a legalidade e o aspecto formal da legitimidade do emprego de forças militares é a percepção que a sociedade e a população local da área de operações têm sobre o emprego de forças militares numa operação, pois a opinião pública, tanto nacional quanto internacional, pode estar menos propensa a aceitar o emprego da Força para a solução de antagonismos”, diz o documento, que faz referência também ao emprego político da força. “A participação do Exército Brasileiro em eventos e momentos políticos nacionais, como integrante legítimo da sociedade brasileira, desde os primórdios da sua formação em 1648, obriga-o a estar em permanente sintonia com a sociedade quanto aos rumos que espera dar a suas políticas de desenvolvimento institucional”.

Ao justificar a realização da pesquisa, o Exército recorre à sua doutrina interna e novamente destaca a importância de se ouvir o povo, e não o governo de ocasião. “Os rumos dos caminhos que o Exército deve tomar a fim de poder se desenvolver institucionalmente dependem da percepção que a Sociedade Brasileira tem de seu emprego e de sua finalidade, bem como dos resultados obtidos nos diversos empregos atuais. Anualmente, o Exército recebe vultosas somas de recursos do contribuinte para desenvolver-se e estar à altura da importância que o País tem galgado no concerto das nações e necessita ter a exata noção de como a sociedade vê o emprego maciço desses recursos”.