Ao ser questionado, durante a sabatina da Rádio Jornal, nesta segunda-feira (24), sobre o voto para Presidência da República na eleição deste ano, o candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP) desconversou. “Meu presidente da República é Pernambuco, e meu voto é para eu poder defender as pautas que são boas para o estado”, esquivou-se.
O progressista considerou as questões pernambucanas e a reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD) como prioridades da campanha eleitoral.
Relembrado do imbróglio que marcou a pré-definição de Eduardo como segundo candidato ao Senado pela chapa da pessedista, ele reforçou a relação positiva que nutre com a governadora e com o nome que também foi cotado para a vaga, mas não oficializada, Miguel Coelho (UB), agora candidato a deputado federal.
“Minha relação com Raquel e Miguel está extraordinária. Fizemos o lançamento da candidatura de Miguel Coelho para deputado federal e estamos trabalhando juntos para que a gente possa unir forças para eleger Eduardo da Fonte senador, Raquel Lyra governadora e a maior bancada da assembleia e da câmara federal”, acrescentou.
Controle de dívidas
Segundo o candidato, diferentemente do Brasil, que lida com uma dívida interna elevada, o primeiro mandato da governadora Raquel Lyra foi capaz de controlar o endividamento no estado. As obras do Arco Viário Metropolitano do Recife (Trecho Sul), iniciadas em dezembro de 2025, foram mencionadas pelo candidato como exemplo prático da reorganização das finanças para a melhoria da qualidade de vida da população.
“Ninguém entende a dívida financeira do Brasil, o governo não pode gastar mais do que arrecada. Estamos vendo a governadora ajustar as contas e ter capacidade de controlar o endividamento e de ter investimento. Ela tirou do papel as obras do Arco Metropolitano, esperada há mais de duas décadas”, lembrou.
Senado
Entre as competências de um senador, está a decisão sobre o impeachment. Diante disso, o progressista defendeu que, caso necessário, votará para retirar uma liderança do cargo. Teceu, no entanto, críticas aos candidatos que têm utilizado a pauta como palanque político para conquistar apoio, uma vez que dois terços do Senado estão em disputa nesta eleição — proporção suficiente para preservar um mandato de veto, mas que, segundo ele, não reflete necessariamente a intenção de manter a posição caso eleito.
“Se for necessário, votarei no impeachment de um ministro, presidente ou senador para cumprir com a Constituição”, justificou.
A defesa ou não da reeleição para cargos políticos, na mesma linha do impeachment, também foi citada pelo candidato que, apesar de enxergar mandatos prolongados com maus olhos, optou por transferir a responsabilidade para o eleitorado. “Não podemos deixar com que as reeleições sejam ilimitadas e prefeito (por exemplo) no quinto ou sexto mandato, mas se o candidato conseguiu ser reeleito nas urnas, teve seu mérito”, comparou.
(Fonte: Folha de Pernambuco)
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