A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Serra Talhada (SINTEST), Veraluza Nogueira, fez contato com a redação do Farol, nesta quinta-feira (6), e denunciou, mais uma vez, o não repasse, por parte da Prefeitura, de parcelas de empréstimos consignados assumidos por servidores públicos. Ela relatou parte do drama vivido pela categoria e por aposentados do município.
Segundo a sindicalista, aposentados receberam comunicado da Caixa Econômica informando atraso nas parcelas, o que já resultou na suspensão dos empréstimos e na negativação do nome de alguns servidores. Veraluza relatou que, em seu próprio caso, houve descontos indevidos referentes a meses anteriores, o que gerou dificuldades financeiras a diversos colegas.
De acordo com ela, os valores são descontados diretamente dos contracheques dos servidores, mas não são repassados às instituições financeiras, o que compromete o nome dos trabalhadores junto aos bancos.
Cobrança à prefeita
Em um longo desabafo, Veraluza Nogueira cobrou respostas da prefeita Márcia Conrado sobre a destinação dos valores retidos. Segundo a sindicalista, o atraso recorrente nos repasses preocupa a categoria, já que o dinheiro descontado pertence aos servidores e deveria ser destinado diretamente ao pagamento das dívidas contraídas.
Cobrança aos vereadores
A presidente do SINTEST também criticou a atuação da Câmara de Vereadores, afirmando que os parlamentares têm participado apenas de inaugurações e eventos da gestão municipal, sem fiscalizar de forma efetiva os problemas enfrentados pela categoria.
Situação da Previdência
Veraluza também cobrou dos vereadores uma atenção maior ao Instituto de Previdência Própria de Serra Talhada (IPPST), alegando que a instituição enfrenta dificuldades agravadas pela ausência de concursos públicos e pelo aumento de contratações temporárias.
Segundo a sindicalista, o bloqueio dos empréstimos consignados já dura dois meses.
Com a palavra, o governo de Serra Talhada.
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