O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a realização de cirurgia no ex-presidente Jair Bolsonaro, mas negou o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa. A decisão foi proferida nesta sexta-feira (19) e determina que os advogados informem a programação e a data do procedimento, para posterior envio dos autos à Procuradoria-Geral da República.
Laudo da Polícia Federal concluiu que Bolsonaro apresenta hérnia inguinal bilateral e necessita de reparo cirúrgico em caráter eletivo, sem configuração de urgência ou emergência. Ainda assim, os peritos recomendaram que a cirurgia seja realizada o mais breve possível, a fim de evitar agravamento do quadro clínico. A data do procedimento ainda será definida.
Ao negar a prisão domiciliar, Moraes apontou ausência dos requisitos legais, citando reiterados descumprimentos de medidas cautelares e atos concretos visando fuga. Bolsonaro está preso preventivamente desde 22 de novembro, após violar a tornozeleira eletrônica, e cumpre pena em regime fechado na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, onde, segundo o ministro, há plenas condições para acompanhamento médico.
