O Departamento de Estado dos Estados Unidos avalia incluir a ex-presidente Dilma Rousseff e o atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na lista de autoridades punidas por envolvimento no programa “Mais Médicos”. A medida, que pode ser anunciada a qualquer momento, prevê restrições como cancelamento de vistos e impedimento de entrada em território norte-americano, em resposta às denúncias de condições análogas à escravidão impostas a médicos cubanos.
Criado em 2013, o programa trouxe ao Brasil milhares de profissionais enviados pela ditadura cubana, que recebiam apenas uma fração do valor pago pelo governo brasileiro. Segundo levantamentos, até 85% dos recursos eram retidos por Cuba, enquanto parte era intermediada pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Além disso, familiares dos médicos permaneciam em Cuba como forma de coação para impedir deserções.
A repercussão internacional do caso ganhou força nos últimos anos, com parlamentares norte-americanos de origem cubana criticando duramente o modelo. Para eles, o programa se transformou em um mecanismo de financiamento ao regime de Havana, em detrimento dos direitos trabalhistas e humanos dos profissionais de saúde. A possível sanção a Dilma e Padilha reforça a pressão externa contra práticas que, segundo críticos, usaram a saúde pública brasileira para fins políticos e ideológicos.