A primeira sessão da Alepe após o recesso foi marcada por um movimento político de peso: a formalização do pedido de uma CPI para investigar os contratos de publicidade firmados pelo Governo do Estado. O requerimento, assinado por 18 deputados, incluindo o presidente da Casa, Álvaro Porto (PSDB), foi publicado em edição extra do Diário Oficial e propõe apuração rigorosa sobre possíveis irregularidades nos gastos da comunicação oficial.
Segundo o documento, há suspeitas de que a renovação de contrato ocorrida em 2024 tenha causado um prejuízo estimado em R$ 100 milhões aos cofres públicos. Os parlamentares apontam falhas no processo licitatório, alegando restrições à concorrência, vícios formais e indícios de direcionamento e favorecimento. A CPI, se instalada, terá 120 dias para aprofundar os fatos.
Além da análise financeira, o pedido levanta questionamentos sobre o possível uso da verba institucional para alimentar ataques contra adversários políticos e instituições públicas. O clima entre Executivo e Legislativo se acirra, e a governadora Raquel Lyra, que enfrenta crescente oposição na Alepe, passa a lidar com mais uma frente de pressão em seu governo.