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Brasil flexibiliza discurso e negocia com big techs após ameaça de tarifaço dos EUA

Reportagem publicada no blog da Andréia Sadi, assinada por Guilherme Balza, no G1, informa que o governo brasileiro flexibilizou sua posição em relação à regulamentação das big techs, com objetivo de tentar conter ou adiar o tarifaço anunciado por Donald Trump. Em reunião com representantes de empresas como Meta, Google, Apple, Amazon e outras, o vice-presidente Geraldo Alckmin sinalizou abertura para discutir pautas como regulação de conteúdo, incentivos fiscais e medidas antitruste.

Até então, o Planalto tratava a regulação das plataformas digitais como uma questão de soberania nacional. Com a iminência das novas tarifas, que entram em vigor nesta sexta-feira (1º), o governo mudou o tom e indicou disposição em negociar pontos apresentados pelas empresas. O encontro também contou com a participação de representantes do Departamento de Comércio dos EUA, da Fazenda e da Secom.

As plataformas apresentaram demandas como isenções fiscais para data centers, revisão de decisões do STF sobre responsabilidade por conteúdo e regras concorrenciais. O governo brasileiro acenou com duas propostas quase finalizadas: uma voltada à regulação de conteúdo e outra à regulação econômica do setor. Embora não tenha descartado eventual taxação das big techs, a equipe econômica prometeu diálogo prévio com as empresas.

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