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Perícia aponta fraude deliberada para incriminar Filipe Martins

Uma adulteração proposital em sistema de imigração dos Estados Unidos teria inserido, de forma criminosa, o nome do ex-assessor da Presidência Filipe Martins, segundo concluiu o perito em crimes cibernéticos Wanderson Castilho. Ele descarta falha técnica e atribui o caso a uma ação sofisticada, com o claro objetivo de envolvê-lo em um enredo falso de entrada irregular no país. A manipulação, afirma, exigiria tanto acesso privilegiado quanto conhecimento técnico avançado.

A defesa de Martins contesta a autenticidade do registro usado como base para sua prisão, destacando erros crassos como passaporte cancelado, nome grafado de forma incorreta e visto incompatível com o anterior. O perito considera esses elementos indícios óbvios de fraude, classificando o erro como “infantil” para um sistema altamente seguro. “Foi uma sabotagem dirigida e com alvo certo”, enfatiza Castilho.

As hipóteses mais prováveis, segundo o especialista, são o uso indevido de credenciais internas ou acesso por alguém com autoridade dentro do sistema. Embora a investigação dependa do rastreio digital das ações, Castilho alerta que quem tem expertise para invadir sem deixar rastros também sabe como dificultar sua identificação. Ainda assim, ele conclui: “Não foi acaso. Foi uma ação meticulosa para fabricar culpa.”

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