Por Maciel Rodrigues, com informações do blog do Júnior Campos
A Prefeitura de Serra Talhada enviou para a Câmara de Vereadores um projeto de lei que pode mudar completamente a forma como a cidade cuida da água, do esgoto, da limpeza urbana e do lixo. O problema? Tudo está sendo feito às pressas, sem ouvir a população.
O Projeto de Lei nº 025/2025, da prefeita Márcia Conrado, propõe a criação de um sistema unificado para os serviços de saneamento básico. Mas o que parece apenas uma mudança administrativa pode abrir espaço para a privatização desses serviços essenciais.
A Câmara vai votar o projeto nesta quinta-feira (22), em duas sessões extraordinárias marcadas para 10h30 e 11h. Não houve audiências públicas, nem debates com a comunidade. Tudo está acontecendo de forma muito rápida e sem explicações claras.
O vereador André Maio fez um alerta direto:
“O projeto tem pontos positivos, mas no final autoriza a terceirização e criação de taxas. A população precisa saber disso. Não podemos deixar passar um projeto tão sério assim, sem discussão.”
Entre os pontos mais preocupantes estão:
A autorização para repassar à iniciativa privada os serviços de água, esgoto, lixo e drenagem;
A criação de novas taxas para os moradores;
Possíveis aumentos nas tarifas, como conta de água e coleta de lixo;
Falta de garantias para manter a tarifa social (mais barata para quem tem baixa renda).
O projeto é técnico, cheio de termos difíceis, e muitos vereadores da oposição acham que isso dificulta a compreensão por parte da população. Eles alertam que o povo pode acabar pagando mais caro e perdendo o controle sobre serviços básicos que hoje são públicos.
A votação acelerada levanta a suspeita: por que tanta pressa para aprovar algo que impacta diretamente a vida de todo mundo? A pergunta que fica é: quem ganha com isso?